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Suzane manipulou ou foi manipulada no assassinato de seus pais? Ex-investigador responde

Robson Feitosa, que participou das investigações do caso, dá seu ponto de vista sobre o assunto

Fabio Previdelli Publicado em 09/10/2021, às 10h00

Suzane von Richthofen
Suzane von Richthofen - Divulgação/YouTube/Brasil Urgente

Desde o lançamento dos filmes sobre o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen na plataforma de streaming da Amazon, o Prime Video, uma pergunta vem gerando curiosidade entre as pessoas que assistiram as produções: afinal, Suzane manipulou os irmãos Cravinhos ou foi influenciada por eles para cometer um dos crimes mais chocantes da sociedade brasileira? 

O motivo da discussão 

Em ‘O Menino que Matou Meus Pais’, Suzane von Richthofen, interpretada pela atriz Carla Diaz, conta como conheceu Daniel Cravinhos (Leonardo Bittencourt) e como a relação entre os dois afetou seu cotidiano: como o envolvimento com drogas e a iniciação na vida sexual. Vale ressaltar que o roteiro do filme é baseado nos autos do processo. 

Fora isso, Suzane alega que Daniel ficou deslumbrado com o poder aquisitivo que a família von Richthofen possuía. Assim, quando os pais de Suzane passaram a impedir o namoro, ele sugeriu que eles fossem mortos, como uma forma de não perder a ‘mordomia’ que tinha conquistado — isso na visão dela.

Já em ‘A Menina que Matou os Pais’, Daniel conta que Suzane sempre viveu em uma espécie de ‘ditadura’ imposta por Manfred. A pressão jogada em cima da menina era sempre muito grande, o que fazia com que o patriarca da família privasse a filha de viver como uma pessoa de sua idade deveria.  

Além do mais, Daniel percebeu que a jovem tinha uma dificuldade para se abrir em certos pontos de sua relação amorosa, o que é explicado mais tarde por Suzane, que confidencia a ele que sofria abusos físicos e sexuais de seu pai. Este seria o estopim para Cravinhos concordar em matá-los. Mas, é possível acreditar em alguma das versões?  

Investigador opina 

Em entrevista exclusiva à equipe do site do Aventuras na História, Robson Feitosa — que chefiava o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo na época do crime; participando, inclusive, das investigações do caso — explica que a discussão é um pouco mais abrangente do que um estar certo e o outro errado. 

“Existe uma coisa que os mais velhos sempre tentavam justificar o lado do familiar envolvido num crime. Muitos falavam assim: ‘meu filho foi induzido; foi levado a cometer isso porque o outro fez a cabeça dele’”, conta.  

O investigador Robson Feitosa recebeu a equipe do site Aventuras na História em sua residência/ Crédito: Fabio Previdelli/Aventuras na História

 

Robson ressalta que, em muitos casos, existam sim pessoas que são influenciáveis e outras que são manipuladoras. É o que aconteceu, em sua opinião, em relação ao assassinato dos von Richthofen: "eu acredito muito que a Suzane manipulou os dois irmãos, os Cravinhos”.  

“Porém, a pergunta que não quer calar, e que jamais deve ser calada, é a seguinte: Por que eles, tanto o mais velho quanto o mais novo, o namorado dela, não virou e questionou: ‘Suzane, você está louca? Por que nós temos que matar os seus pais?’”. 

Uma das alternativas para essa possível omissão, que muito é debatido até hoje, é que Suzane usou seu poder financeiro e tudo que poderia gozar e prover com a morte dos pais para convencê-los.

Feitosa destaca, no entanto, que a partir do momento que essa questão vem à tona, “ela mostra que todos são realmente criminosos — que são todos gananciosos e que todo mundo ali tem uma índole má”. 

Hoje, aposentado, após mais de 34 anos de carreira, o ex-investigador evidência que, apesar dos possíveis cenários, nada justifica o crime. "Imagina se todo filho que tem os pais com um ótimo poder aquisitivo achasse que a solução fosse como a que a Suzane fez?”, reflete.  

Marísia e Manfred juntos de Suzane e Andreas, quando eles eram mais novos/ Crédito: Arquivo pessoal

 

“Então, todos ali, todos os envolvidos, têm uma índole má. Quem manipulou para esse cometimento do crime, provavelmente, foi ela. Ela deu a ideia. Mas, a partir do momento que nenhum deles se opõe, todos viram responsáveis. Todos aí são criminosos de uma maneira que é inadmissível”, conclui. 


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