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Taj Mahal Palace: alvo de um atentado terrorista, hotel virou campo de guerra

Os atentados de 26 de novembro de 2008 em Mumbai destruíram edifícios históricos simbólicos importantes para a Índia, fizeram reféns e foram responsáveis pela morte de mais de 150 pessoas

Isabela Barreiros Publicado em 17/12/2019, às 16h32

O Taj Mahal Palace à noite
O Taj Mahal Palace à noite - Wikimedia Commons

“Golpear contra um símbolo da riqueza e do progresso da Índia”. Era esse um dos objetivos do grupo terrorista Lashkar-e-Taiba ao atacar o Taj Mahal Palace Hotel, um estabelecimento de luxo cinco estrelas construído em Mumbai, Índia. No estabelecimento, eram hospedados principalmente marajás, a elite social da região e ainda turistas e personalidades importantes da Europa.

No dia 26 de novembro de 2008, iniciava-se um dos maiores atentados terroristas na História da Índia, que durou de 26 até 29 de novembro daquele ano. A maior cidade e centro financeiro do país sofreu com a série de ações em conjunto realizados por fundamentalistas islâmicos contra grandes prédios simbólicos do país — sendo o Taj um de seus principais alvos.

Pontos atacados na cidade de Mumbai/ Crédito: Wikimedia Commons

 

Os responsáveis pelos ataques tiveram como intuito, além de atrair os olhares do mundo para o episódio em questão, danificar edifícios e construções históricas. No hotel, por exemplo, o telhado foi destruído quase que totalmente e inúmeras seções foram brutalmente arrasadas por bombas.

No total, foram doze ataques contra estruturas da cidade: a estação de trem Chhatrapati Shivaji, o restaurante Leopold Cafe, o centro de extensão judaico Casa Nariman, o cinema Metro Cinema, o quartel-general da Policia da cidade, o hospital Cama, um taxi próximo ao aeroporto, o estaleiro Mazagaon e dois hotéis de luxo, o famoso Taj Mahal Palace & Tower e o The Oberoi Trident, além de duas explosões atrás do edifício do Times of India e do St. Xavier's College.

Durante o atentado, foram feitos reféns e pelo menos 167 pessoas foram mortas. A maioria das vítimas era de cidadãos indianos, mas muitos estrangeiros também morreram por consequência dos ataques. Especificamente no hotel, pelo menos 31 hóspedes vieram a óbito dos 450 visitantes ao total. A maioria dos resgates só foram possíveis graças aos funcionários do estabalecimento.

Após investigações, as autoridades indianas descobriram que a investida no Taj foi muito bem planejada pelo grupo terrorista. David Headley, um paquistanês-americano, ficou hospedado no hotel inúmeras vezes e conseguiu coletar informações suficientes sobre sua estrutura e funcionamento para arquitetar um plano detalhado.

Hotel em 1903, época da inauguração / Crédito: Getty Images

 

O Taj Mahal Hotel reabriu suas partes menos prejudicadas no dia 21 de dezembro de 2008. Mas para sua total reinauguração, que custou por volta de 1,75 bilhão de rúpias (aproximadamente 100 milhões de reais), foi realizada apenas em 15 de agosto de 2010, no dia da independência da Índia.

Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ficou no hotel em novembro de 2010, “o Taj tem sido o símbolo da força e da resiliência do povo indiano”. Ele foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a ficar hospedado no Taj depois dos atentados terroristas.


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