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A tecnologia dos antigos persas que pode voltar a ser usada

Às vezes, consultar os conhecimentos antigos pode ser útil para resolver problemas atuais

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 18/12/2021, às 07h00

Exemplo de torre de vento construída em 1857 no Irã
Exemplo de torre de vento construída em 1857 no Irã - Wikimedia Commons/ Zereshk

Quando pensamos nos instrumentos e tecnologias usadas pelas civilizações antigas, tendemos a imaginar artefatos ultrapassados e pouco eficientes. Esse definitivamente não é o caso da técnica citada que será explicada por essa matéria. 

Na verdade, ela não apenas cumpria sua função com louvor na época em que foi elaborada, mas também se tornou mais útil do que nunca no contexto atual.

Isso pois essa era uma tecnologia de ventilação, algo que realizamos hoje através de ventiladores mecânicos movidos a energia elétrica. Um quinto de toda a eletricidade do mundo, aliás, é destinada a esse fim. 

Os persas, por sua vez, usavam um recurso muito mais barato e sustentável a longo prazo para essa função: o vento em si. Para aproveitar esse recurso natural, bastavam algumas técnicas simples de arquitetura. 

Não é difícil entender como a ideia de realizar a ventilação de locais sem a necessidade de consumir energia elétrica é extremamente atraente para o mundo atual, em que cada vez mais equipamentos precisam ser ligados na tomada para funcionarem.

Entenda abaixo como funcionava o engenhoso sistema de ventilação do Império Persa, que tem o potencial de facilitar a vida atual. 

Exemplo de Torre de Vento em Bahrein, país do Oriente Médio / Crédito: Wikimedia Commons/ fuzzytnth3

 

Volta às origens

As primeiras tecnologias de captura de vento começaram a se disseminar 3.300 anos atrás, no Egito Antigo, segundo informações documentadas pelo History. Os persas, no entanto, aperfeiçoaram a técnica, maximizando sua eficiência. 

A chamada Torre de Vento, que era responsável pela ventilação das cidades persas,  capturava o vento e o direcionava para o interior das construções.

Funcionando como uma espécie de ar condicionado rústico, a arquitetura diferenciada fazia com que o ar frio, que é mais denso, descesse e circulasse dentro dos ambientes. Esse movimento criava um fluxo de ar que forçava as correntes de ar quente, mais leves, a subirem pelas torres, sendo liberadas novamente para o exterior. 

Essa era uma invenção incrivelmente importante para a população, que vivia no meio do deserto, de forma que as temperaturas altas eram uma realidade cotidiana.

Outro detalhe é que cada uma dessas inteligentes construções era erguida de maneira personalizada para o local, com as direções das aberturas dependendo das direções mais comuns das quais as correntes de vento vinham, por exemplo. 

Montagem mostrando duas torres de vento localizadas no Irã / Crédito: Wikimedia Commons/ Fabien Danny/ Diego Delso

 

Até hoje, é possível encontrar Torres de Vento espalhadas pelo Oriente Médio, uma herança das civilizações antigas que é aplicada até hoje em diversos lugares, justamente por sua eficiência e custo-benefício.

Sem dúvida, é uma tecnologia que beneficiaria também o mundo ocidental, e estamos perdendo em ainda não tê-la adotado de forma disseminada. 


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