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Teresa Cristina e Condessa de Barral: conheça as grandes paixões de dom Pedro II

Importantes na vida do Imperador, essas mulheres marcaram a história do Brasil Império

Giovanna de Matteo Publicado em 26/08/2020, às 12h00

À esquerda foto de Teresa Cristina de Bourbon; À direita foto de Luísa Margarida, Condessa de Barral
À esquerda foto de Teresa Cristina de Bourbon; À direita foto de Luísa Margarida, Condessa de Barral - Wikimedia Commons

As histórias dessas mulheres se entrelaçam na vida de Dom Pedro II na época do Império brasileiro. Apesar de sabermos comumente que D. Pedro II tinha fama de mulherengo, Teresa Cristina e a Condessa de Barral tiveram um papel importante na vida amorosa do Imperador. 

Saiba mais sobre as duas figuras abaixo.

Teresa Cristina de Bourbon, esposa oficial.

Adorada pelo povo brasileiro, tendo até mesmo sido reconhecida como "Mãe dos Brasileiros", o casal teve um primeiro encontro marcado por um fato curioso.

Após o imperador ter visto um retrato em que Teresa Cristina era mostrada com uma "beleza idealizada", as expectativas de Pedro II flutuaram, fazendo com que ele a procurasse para uma proposta de casamento. Porém, a realidade foi outra quando se deparou com a mulher pessoalmente; Ele ficou insatisfeito com aparência simples da noiva, mas mesmo assim seguiu com o casamento.

Teresa Cristina e Dom Pedro II com suas filhas / Wikimedia Commons

 

O casal teve quatro filhos, sendo um deles a Princesa Isabel, conhecida mais tarde por assinar a Lei Áurea no Brasil. Teresa era conhecida pela simplicidade, acompanhada por seu distanciamento do governo e com as questões políticas. Isso dava a ela uma armadura para enfrentar críticas. Acabou morrendo em profunda angústia após o exílio da Família Imperial. Relata-se que o monarca caiu aos prantos, abalado, chorando enquanto abraçava a esposa, declarando saudades.

Família Imperial Brasileira / Wikimedia Commons

 

A Condessa de Barral

Luisa Margarida de Barros, posteriormente conhecida como a Condessa de Barral, ficou conhecida pelo seu casamento com o francês Conde de Barral. No Brasil ela se tornou amiga de D. Francisca de Bragança, irmã de D. Pedro II. Mais tarde foi escolhida para ser preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, sendo responsável por educar as filhas do imperador do Brasil.

Luisa Margarida, Condessa de Barral / Wikimedia Commons

 

Além de ser uma mulher estudada e culta, Luísa Margarida possuía uma beleza física que atraiu Dom Pedro II. Ele a chamou para servir de intermediária várias vezes, com o objetivo de ajudar o imperador a trocar correspondência com os outros intelectuais da época.

A maioria dos historiadores acredita que a partir disso a condessa tornou-se mais íntima do imperador. Entretanto, as poucas correspondências entre eles levam à dúvida se o relacionamento entre eles não foi apenas uma "paixão platônica". A aproximação duraria até o ano da morte dos dois, que faleceram mais ou menos com um mês de diferença. 

"Aquela mulher tirou dele a timidez e os embaraços. Sua malícia era um convite. E ele, aceitou, confiando nela. Admirava-a e lhe concedeu todas as intimidades. E tecia-se o romance. A convivência era frequente e íntima. O elo que unia estas duas pessoas era muito forte. Não se tratava das “necessidades primitivas”, nome que se dava ao puro e simples desejo sexual, nesta época. E, sim, a mistura sublime e romântica de amizade, amor, entusiasmo pela beleza e o encontro de almas. Um sentimento construído num momento histórico especial: o século XIX. Ele, era D. Pedro II, o imperador do Brasil. Ela, a Condessa de Barral", explica a grande historiadora Mary del Priore na obra “Barral – a paixão do Imperador”.


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