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Testemunhou a morte do pai: a dura infância de Charlize Theron

A estrela de Hollywood morava com a mãe na África do Sul; juntas enfrentaram o vício do pai e foram marcadas por um terrível trauma

Alana Sousa Publicado em 10/07/2021, às 09h00

Charlize Theron no EE British Academy Film Awards, em 2020
Charlize Theron no EE British Academy Film Awards, em 2020 - Getty Images

Uma das atrizes mais respeitadas e requisitadas de Hollywood é Charlize Theron, a estrela já foi indicada aos mais importantes prêmios da indústria cinematográfica e agraciada com uma estatueta do Oscar e do Globo de Ouro.

Com um talento inegável e atuações marcantes nas telonas, Theron é inspiração para muitas jovens meninas que sonham em se tornarem atrizes. Todavia, o que poucos sabem, é que a artista passou por momentos turbulentos ainda na infância e testemunhou a morte do próprio pai.

Nascida em Benoni, na África do Sul, Charlize não tinha irmãos e contava apenas com a mãe para enfrentar o vício do pai em álcool. Vivendo em uma fazenda próximo de Joanesburgo, ambas tiveram que lutar por suas vidas em uma fatídica noite que deixou uma pessoa sem vida.

Charlize Theron em 2021 / Crédito: Getty Images

 

O trauma de Charlize Theron

Os dias em que Charles Theron voltava para casa bêbado eram cada vez mais frequentes, até que em 21 de junho de 1991, após, uma noite de bebedeira, Charlize e Gerda Jacoba foram surpreendidas por disparos.

Naquela madrugada, Charlesatacou a esposa e a filha fisicamente e atirou com uma arma de fogo contra as duas. Assustada, Gerda lutou para proteger Charlize, na época com 15 anos, e conseguiu pegar o revólver. Sem pensar duas vezes, atirou e matou o marido.

As autoridades entenderam que a ação de Gerda foi motivada por uma necessidade de autodefesa. Não houve julgamento, e a mãe de Theron foi poupada de qualquer acusação da Justiça.

O trauma, porém, estava claro para Charlize. Por anos, ela negou seu passado e tentou fingir que nada tinha acontecido. Foi enviada para um internato e se mudou para os Estados Unidos anos mais tarde.

Charlize Theron e a mãe Gerda Jacoba Aletta Maritz, em 2020 / Crédito: Getty Images

 

Uma atriz estabelecida com uma carreira notória, ela já não evita o assunto, e comentou sobre a dura infância em entrevista ao locutor de rádio Howard Stern, conforme repercutiu o Estadão em 2017.

"Eu apenas fingi que aquilo não aconteceu. Eu não contei para ninguém, eu não quis contar para ninguém. Sempre que me perguntavam, eu dizia que meu pai tinha morrido em um acidente de carro. Quem quer contar aquela história? Ninguém quer", comentou Charlize.

Um dos fatores que fazia Theron não comentar sobre o que tinha passado era a reação das pessoas, que muitas vezes não sabiam o que falar ou como continuar uma conversa com ela. "Eles não sabem como responder a isso, e eu não queria me sentir como uma vítima. Eu lutei com isso por muitos anos até que comecei a fazer terapia", acrescentou.

A coragem necessária para enfrentar o passado foi conquistada através de muitas sessões de terapia, contou Theron. Ela começou o tratamento quando tinha 30 anos e havia recebido a cidadania americana.

A atriz aproveitou a entrevista para reafirmar a admiração e carinho que sente pela mãe, a mulher que salvou sua vida. “Eu tenho uma mãe incrível. Ela é uma inspiração enorme na minha vida. Ela nunca fez terapia. Então é uma mãe que nunca fez terapia e lida com uma coisa dessas, tentando tirar seu filho dessa. A filosofia dela era 'Isso é horrível. Reconheço que é horrível. Agora faça uma escolha: ‘isso vai definir você? Você vai afundar ou vai nadar?' Era isso”.

Com dois filhos adotados e uma lista de filmes de sucesso, Charlize se dedica também ao ativismo e projetos humanitários voltados para seu país natal, a África do Sul.


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