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Tiros, explosivos e dinheiro abandonado: a madrugada de crime em Criciúma

A noite de crime na cidade catarinense contou com cerca de 50 criminosos guiando 10 a 12 carros grandes e deixando uma fortuna pelas ruas

Wallacy Ferrari Publicado em 01/12/2020, às 16h21

Fotografias de moradores registram a força do crime
Fotografias de moradores registram a força do crime - Divulgação

Na madrugada desta terça-feira, 1, um episódio em Criciúma, Santa Catarina, atraiu os olhares da imprensa brasileira pela cautela e planejamento de um dos crimes mais impressionantes já vistos na história do país.

Em relatos dignos de um roteiro de Hollywood, assaltos a duas agências do Banco do Brasil duraram cerca de três horas — mas foi capaz de aterrorizar os cidadãos e comércios locais desde o ocorrido.

Noite de crime

De acordo com o UOL, o grupo entrou com cerca de dez veículos na cidade por volta da meia-noite, todos enfileirados com o pisca-alerta e, posteriormente, dividindo em grupos.

Os carros serviram como barricadas e suportes de acesso. Alguns moradores foram feitos reféns e obrigados a se enfileirarem em frente aos carros, formando um escudo humano para evitar a ação da polícia.

O 9º Batalhão da PM foi incendiado, assim como o túnel que liga a cidade vizinha Tubarão.

Com explosivos espalhados remotos espalhados pela cidade, à invasão aos dois bancos também utilizou bombas para realizar aberturas, mas contou com aparatos de alta tecnologia para abrir o orifício dos cofres principais.

Acredita-se que o Banco do Brasil foi o alvo escolhido, pois, usava da mesma tecnologia em ambas as unidades da cidade — e o grupo sabia como quebrar a segurança.

Munições usadas pelo grupo na invasão (esq.) e reféns em barreira humana (dir.) / Crédito: Divulgação

 

Os assaltantes

De acordo com a polícia, pelo menos 30 bandidos participaram do ato, porém, o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) acrescentou que o número de membros da organização pode passar de 50.

Os reféns foram libertados com o término da ação, além de dois feridos que foram hospitalizados: um policial e um vigilante de um banco.

O PM foi identificado como Jeferson Luiz Esmeraldino, de 32 anos, sendo baleado ainda durante a entrada dos criminosos. De acordo com a CNN Brasil, ele foi levado até um hospital particular, já passou pelo terceiro procedimento cirúrgico durante a manhã de hoje e está em estado grave.

A Rádio Eldorado, retransmissora da Rádio Bandeirantes em Criciúma, teve de interromper a cobertura ao vivo do crime após receber ameaças dos criminosos.

Em entrevista coletiva, o delegado Anselmo Cruz acrescentou que o tipo de crime mostra que foi planejado meticulosamente meses antes: "Nos remete a grupos de fora do estado. Pode ter até algum integrante do estado, mas sabemos que esse tipo de ação é provavelmente de São Paulo, não de facções, não há indícios, mas de indivíduos que são assaltantes e que são responsáveis pelas ações mais violentas do país nos últimos meses", acrescentou.

Fuga e desaparecimento

O grupo conseguiu, com sucesso, adentrar nos cofres e retirar o máximo de dinheiro, deixando para trás centenas de cédulas. Conforme noticiado pelo Yahoo, um dos bolos que caíram na fuga totalizava R$ 810 mil, sendo pego por um grupo de moradores locais, posteriormente presos — mas sem ligação com a organização criminosa.

Os veículos utilizados eram todos pretos e novos, conforme gravações de cinegrafistas amadores. Após a saída da cidade, o grupo seguiu um caminho em uma estrada de terra e invadindo o terreno de um milharal, onde os carros foram abandonados, ao lado de uma lagoa.

A polícia acredita na possibilidade da travessia ter sido feita pela água ou com uma balsa, que esperava o grupo do outro lado.

A soma total do valor levado pela quadrilha ainda não foi mensurada pelo Banco do Brasil. "Acreditamos que o valor levado é bastante grande. Pelos vídeos postados nas redes sociais, vimos que havia grande quantidade de dinheiro em uma caminhonete", afirmou Vitor Bianco Junior, da delegacia regional de Criciúma, à GloboNews.


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