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Tiros, surtos e violência doméstica: O lado B de Elvis Presley

Apesar de ser adorado pelas mulheres, o Rei do Rock não tinha o mesmo apreço por suas companheiras e suas atitudes agressivas acabaram rendendo inúmeras polêmicas

Fabio Previdelli Publicado em 26/08/2020, às 10h30

Retrato de Elvis Presley, em 1956
Retrato de Elvis Presley, em 1956 - Getty Images

Elvis Presley foi um dos artistas mais famosos de todos os tempos. Mas, proporcionalmente ao seu sucesso, sua vida pessoal era permeada de polêmicas. Com um comportamento conhecidamente agressivo, o cantor tinha hobbies um tanto quanto peculiares.

Além de atirar e destruir televisores, Presley também buscava outras maneiras de demonstrar fisicamente sua fúria. Uma das pessoas que viveu com os excessos de loucura do astro foi sua esposa Priscilla Presley, que falou sobre esses episódios em entrevista à Barbara Walters.

"Ele tinha um temperamento. Era imprevisível. Seu temperamento sempre foi uma explosão de frustração, mas acho que era porque ele tinha poder e dinheiro para destruir, ele poderia substituir dessa maneira", disse a ex-cônjuge com quem Elvis teve Lisa Marie Presley.

Elvis e Priscilla Presley em seu casamento / Crédito: Getty Images

 

Empresária, filantropa e atriz, Priscilla também relembra o episódio acima citado sobre a destruição de televisões, o que para ela pareciam substituir alguém que o cantor não gostava. "Ele apenas os explodia no ar. Era simples assim e a televisão era substituída. Ele gostava de armas e tinha uma coleção. Acho que era outra maneira de sentir esse poder".

Parte do que viveu junto ao Rei do Rock foi relatado, anos mais tarde, no livro Elvis & Me. Em um episódio marcante negativamente, ela se recorda de quando sofreu violência doméstica por parte do cantor.

Priscilla explica que o músico lhe deixou uma vez com o olho roxo e, na ocasião, chegou a arremessar nela uma cadeira ao ouvir que sua companheira não havia gostado de uma música que ele cantava.

Entretanto, o temperamento agressivo do cantor não se resumiu ao período em que esteve casado com Priscilla. Afinal, Ginger Alden, que foi a última parceira de Elvis, também relatou episódios violentos ao lado do músico.

Em seu livro Elvis and Ginger, a atriz relembra quando acordou desesperada no meio da noite com um barulho estrondoso de tiro. "Me levantei e vi Elvis parado ao pé da cama, segurando uma pistola Magnum 57 na mão".

Capa do livro Elvis and Ginger / Crédito: Divulgação/ EditoraBerkley

 

"Arrisquei olhar atrás de mim e vi um buraco de bala na parede acima da cabeceira da cama. Olhei para Elvis, tentando entender por que ele realmente havia acabado de fazer um buraco na parede". Segundo conta, ele se justificou logo em sequência. "Disse que pediu iogurte novamente e eu não respondi".

O episódio a marcou muito, deixando-a magoada com Elvis por um tempo. Mas Alden conta que aceitou quando ele lhe pediu desculpas. Porém, os momentos de estresse e loucura do Rei do Rock não demoraram muito para aparecerem novamente.

Mais tarde, irritado com um vaso sanitário, Elvis sacou uma arma e o “explodiu em pedacinhos “com uma arma que, segundo Ginger, parecia uma “metralhadora”. Como consequência, ela foi até à casa de sua mãe e só voltou depois que o músico pediu desculpas.

Mas o pior ainda estava por vir, o próximo alvo da loucura do astro seria a própria companheira. Em março de 1977 ela também se tornou vítima de agressões físicas. Tudo começou quando os dois estavam de férias no Havaí.

Na ocasião, eles discutiam calorosamente quando a atriz tentou entrar em outro quarto. Foi aí que Elvis interveio lhe dando “um tapa na lateral do corpo”. Em seguida, ele vociferou: “Ninguém sai quando estou conversando”.

O comportamento perturbado de um homem pressionado e que tinha como hábito usar muitas drogas é relatado em ambos os livros de suas ex-companheiras. Priscilla relembra quando Elvis teve a sensação de que as pílulas poderiam tirá-lo disso.

Elvis, Priscilla e Lisa / Crédito: Wikimedia Commons

 

“Ele passou por uma enorme quantidade de coisa. Era esperado muito dele, muitas exigências. Ele não sabia como lidar com isso de outra maneira. Ele realmente achava que tinha tudo sob controle", conta.

Em 16 de agosto de 1977, o astro do rock tomou tantos remédios que seu corpo não aguentou. Ele foi encontrado no chão do banheiro de sua casa, em Memphis, no Tennessee, por sua noiva Ginger Alden. Naquele ano, ele já estava lutando contra um glaucoma e uma doença intestinal.

A autópsia revelou que Elvis tinha 14 substâncias diferentes em seu sangue. Além do mais, o artista havia tomado uma overdose de analgésicos, pílulas para dormir e antidepressivos. Os exames revelaram que o Rei do Rock faleceu de arritmia cardíaca, provavelmente ocasionada pelo coquetel de drogas que foi encontrado em seu organismo.


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