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Tragédia anunciada: 5 fatos sobre a triste saga da orca Tilikum

A orca macho, conhecida por ter participado da morte de três pessoas durante sua existência, fez com que muitas pessoas se perguntassem se manter esses animais em cativeiro e sob estresse era mesmo uma boa ideia

Ingredi Brunato Publicado em 15/10/2020, às 09h42

Tilikum, a baleia assassina
Tilikum, a baleia assassina - Wikimedia Commons

Tilikum sempre chamou atenção de quem a observava nos grandes espetáculos, todavia, os admiradores aplaudiam um espetáculo cruel. A orca esteve envolvida em três das quatro vezes que pessoas morreram em decorrência do ataque de um desses animais. 

Também foi uma das estrelas do famoso parque aquático SeaWorld. Por trás das acrobacias e dos números de jogar água na plateia, Tilikum teve uma vida dramática, sofrendo com ataques de outras orcas e estresse em geral - o que pode ser percebido não apenas por seu comportamento, mas também na barbatana dorsal caída, que acontece com apenas 1% das orcas em ambiente natural. 

O animal foi ainda um dos grandes protagonistas na abertura do debate sobre o uso de orcas para entretenimento humano, tanto por conta da questão ética, quanto pelo próprio risco à segurança dos treinadores e visitantes no espetacular documentário BlackFish.

1. Capturado na Islândia 

Após proibições de caça de baleias nos Estados Unidos, os navios baleeiros precisaram passar a caçar esses animais marinhos gigantes em outros locais. Um deles era a Islândia, onde Tilikum e outras duas orcas fêmeas foram capturados. 

Na época que tirado do oceano, a orca macho era ainda um filhote, com dois anos de idade (a expectativa de vida da espécie pode chegar a 90 anos na natureza, em cativeiro é por volta de 30). 

Trecho de documentário Black Fish mostrando captura de orcas. Crédito: Divulgação/ Youtube 

 

2. Machucado por outras orcas 

Embora Tilikum seja mais conhecido por seus números no famoso parque aquático SeaWorld, antes disso ele esteve em um outro menor, chamado Sealand. Nesse parque,  dividia o tanque com duas fêmeas que o atacavam constantemente. 

Esse outro tanque, contudo, era muito pequeno, com apenas 6 metros de largura e 9 metros de comprimento. A orca, por sua vez, se tornou um dos maiores mamíferos a ser criado em cativeiro, chegando a 5 metros de comprimento. Dessa forma, o tanque onde o animal passava 14 horas por dia quase não permitia sua mobilidade, muito diferente do vasto oceano a que ele pertencia. 

3. Responsável pela morte de três pessoas

Existe um motivo pelo qual o Sealand não é conhecido hoje, e não é só porque ele era pequeno. Esse parque aquático, na verdade, fechou anos atrás. E o motivo foi justamente relacionado a Tilikum

Enquanto existem cerca de 70 acidentes registrados envolvendo orcas e humanos, apenas quatro deles resultaram em mortes. E três dessem tiveram a participação da orca. A  primeira morte, que foi de uma treinadora, aconteceu ainda no Sealand. Ela caiu no tanque onde estava Tilikum e as outras duas orcas, e os três ficaram brincando com o corpo da moça - que tinha apenas 21 anos - até muito depois que a mesma já estava morta. 

Já no SeaWorld, que ao menos tinha tanques de dimensões adequadas para abrigar orcas, o animal matou um homem que invadiu o parque à noite e entrou no tanque onde estava a orca macho - o que foi um acontecimento que ninguém exatamente entendeu, mas que resultou na morte por afogamento. 

A terceira e mais conhecida morte foi quando Tilikum tirou a vida de Dawn Branchaeu, uma experiente treinadora de 40 anos de idade, sendo 15 deles trabalhando no SeaWorld. A orca puxou Dawn para dentro da água e esmagou seu corpo na frente de uma plateia horrorizada. 

O acontecimento gerou grande polêmica e inúmeros questionamentos a respeito das condições de vida das orcas usadas para o entretenimento de pessoas. Na natureza, não existe nenhum caso da espécie atacando humanos. 

Fotografia de treinadora Dawn Branchaeu durante apresentação. Crédito: Wikimedia Commons

 

4. Tilikum foi o protagonista de um documentário 

Em 2014, o documentário BlackFish - Fúria Animal (disponível no Youtube) esquentou ainda mais o debate que começou com a morte da treinadora Dawn, quatro anos antes. 

Trazendo diversos entrevistados que trabalharam com Tilikum, o longa usou a história dramática da orca macho para levantar questões sobre maus tratos durante treinamento desses animais, o estresse da vida em cativeiro e o quão ético seria submetê-los a tudo isso apenas para entreter uma plateia. 

5. Inspirou mudanças no SeaWorld 

Depois de toda a repercussão do documentário BlackFish, com todos os detalhes sobre a vida da orca macho e acusações diretas ao SeaWorld, que também usou o animal para fazer inseminações artificiais e iniciar uma criação desses animais para não precisar mais recorrer à caça, o parque aquático precisou dar alguma resposta à polêmica. 

Assim, o SeaWorld fez alguns anúncios em 2017, no ano em que Tilikum morreu, por conta de infecção bacteriana. Um desses comunicados foi justamente que o parque aquático não vai mais procriar orcas, de forma que os animais que protagonizam números atualmente provavelmente serão a última geração do parque. 

Outra notícia foi que essas orcas que estão lá hoje não precisarão mais aprender a fazer acrobacias, passando a ter uma performance mais “natural para a espécie”. 


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