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Tragédia evitada: O milagre do rio Hudson, a história real que inspirou o filme

Após as turbinas da aeronave pararem de funcionar, o piloto Sully entrou para a história da aviação realizando um pouso de emergência perfeito nas águas do rio

Penélope Coelho Publicado em 09/07/2020, às 16h48

Pôster do filme Sully (2016)
Pôster do filme Sully (2016) - Divulgação / Warner Bros

A trajetória do experiente piloto Chesley Sullenberger, ficou famosa no mundo todo, quando o homem conseguiu salvar os passageiros e a tripulação de um terrível acidente de avião. Seus atos heroicos serviram de inspiração para a produção cinematográfica Sully (2016), no filme protagonizado por Tom Hanks. Porém, a história real foi marcada por algumas polêmicas.  

A frase “Estaremos no Hudson” foram as últimas palavras pronunciadas por Sully — como era conhecido — antes de perder o contato com a torre de controle. Enquanto os funcionários do aeroporto de LaGuardia, em Nova York pensavam que isso seria o fim, os passageiros da aeronave entravam em desespero. Sully agiu de maneira rápida e precisa salvando a vida das 155 pessoas que estavam a bordo no voo 1549 da US Airways.

Quando fez um pouso forçado de emergência no meio do Rio Hudson, Sully agiu da única maneira que conseguiu na ocasião, seu feito terminou de maneira exemplar, entretanto, o homem foi alvo de investigações.

Fotografia de Chesley Sullenberger ao lado do ator Tom Hanks / Crédito: Wikimedia Commons

 

Problemas na aeronave              

Em 15 de janeiro de 2009 um Airbus A320, saía do aeroporto de LaGuardia em Nova York, com destino à Charlotte na Carolina do Norte. Cinco minutos pós a decolagem do avião, o piloto e os passageiros perceberam que algo estava errado.

Pela janela, os viajantes notaram a presença de fogo e a aeronave apresentava sinais de que iria perder as forças. No mesmo momento, o comandante avisou pelo rádio o ocorrido e tentou retornar para o aeroporto.

Percebendo a gravidade da situação, Sullenberger — que tinha 57 anos de idade na ocasião — não teve muito tempo para pensar. Com o cheiro de combustível cada vez mais forte, o homem percebeu que não daria tempo de voltar. O piloto não viu outra solução a não ser pousar no rio Hudson, o famoso curso de água que separa Nova York de Nova Jersey.

A decisão

É de conhecimento prévio na história da aviação, que pousar um avião na água é algo extremamente difícil. Sabendo do perigo, o piloto avisou os passageiros para se prepararem para um forte impacto.

Com calma, Sully realizou o pouso com precisão e maestria, a junção de sua experiência com uma pitada de sorte fizeram com que tudo acabasse bem. Assim que a aeronave estagnou no rio, a evacuação dos passageiros começou a ser feita. O perigo de um naufrágio era eminente, por isso, o processo foi dividido em etapas. Algumas pessoas ocuparam as duas asas do avião, enquanto outras estavam nos escorregadores infláveis que foram ativados.

A correnteza era forte e o frio daquele inverno estava rigoroso, alguns passageiros foram levados pela água, porém, o resgate com barcos chegou rapidamente. Apesar de alguns feridos, ninguém faleceu. 

O avião flutuando no Hudson com alguns passageiros nas asas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Consequências

Apesar do final feliz, as coisas não terminariam tão fáceis para Chesley — que teve que enfrentar investigações. Pouco tempo depois do acidente, a porta-voz da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, Laura Brown, levantou a hipótese de que a aeronave não teria colidido com aves. Contrariando o que havia sido afirmado pelo comandante.

Em 21 de janeiro daquele ano, investigadores responsáveis pela inspeção encontraram restos orgânicos e uma pena no motor direito da aeronave. Após diversas pesquisas, as investigações foram encerradas.

Por seu feito, Sully foi condecorado como herói nacional nos Estados Unidos e se tornou uma verdadeira personalidade da mídia. O homem decidiu se aposentar em 2010. No ano seguinte, foi contratado pela CBS News para fazer comentários como especialista em aviação. E no ano de 2016, o homem viu sua história ser contada nos cinemas. Atualmente, com 69 anos, Sullenberger ainda é lembrado por seu ato no rio Hudson.


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