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Traições, isolamento e alcoolismo: Os angustiantes dias finais de Amy Winehouse

A revelação do soul britânico teve duras recaídas até falecer, em 23 de julho de 2011 — entrando para o seleto "Clube dos 27"

Wallacy Ferrari Publicado em 17/10/2020, às 10h00

Amy Winehouse na janela de sua residência
Amy Winehouse na janela de sua residência - Getty Images

Conhecida pela potência vocal poderosa e por misturar, tanto na música quando no estilo, as influências de soul, jazz e ska, Amy Winehouse foi um símbolo musical da seleta lista do clube dos 27; estreando com o disco solo 'Frank' em 2003, a jovem despontou como uma das principais revelações da música britânica, se consagrando três anos depois com o lançamento do álbum ‘Back to Black’.

Com o hit homônimo e com ‘Rehab’ foi considerada a música mais influente da década pelo jornal britânico The Telegraph. Amy se consagrou como uma das cantoras mais importantes do mundo. Todavia, as exaustivas turnês e o relacionamento conturbado com seu ex-assistente de vídeo, Blake Fielder-Civil contribuíram para tornar a vida da cantora em um inferno.

Os problemas começaram a ser mais frequentes a partir de 2007 — mesmo ano em que seu disco foi o mais vendido do mundo — com constantes cancelamentos de apresentações e a descoberta da traição do marido, em um relacionamento marcado pelo alcoolismo e abuso de substâncias psicoativas, contribuindo para o desenvolvimento de uma imagem negativa da estrela que era perseguida dia e noite.

Amy ajeita o cabelo durante apresentação / Crédito: Wikimedia Commons

 

Decadência no auge

No ano seguinte a descoberta da traição, ainda tentou reatar com o companheiro, que foram internados juntos em uma clínica de reabilitação. Apesar de ter abandonado a companheira durante a conclusão do tratamento, Amy ainda tentou ficar por mais tempo, chegando a não marcar presença na cerimônia do Grammy, em 2008 — evento onde foi premiada em seis categorias. Foi suficiente para ser feita de chacota pela mídia mais uma vez.

Descobriu outra traição de Blake durante um hiato de turnês e gravações, afundando mais uma vez no consumo de substâncias químicas. No entanto, o frequente assédio midiático com a decadência de sua saúde rendeu uma ordem judicial para que os paparazzi respeitassem o isolamento da artista.

O abuso de nicotina também resultou em problemas pessoais, sendo diagnosticada com um estágio inicial de enfisema pulmonar, sendo alertada por especialistas sobre a possibilidade de perder a voz.

Sabendo das condições, reiniciou os tratamentos contra os vícios, mas não conseguia manter a constância, tendo diversas recaídas oscilando entre a abstinência e o consumo de grandes quantidades de drogas.

A brilhante artista durante performance / Crédito: Wikimedia Commons

 

Dias finais da estrela

O início do ano de 2011 foi desastroso para a rotina da cantora; buscando se desvincular da imagem boêmia, anunciou seu aguardado retorno aos palcos, fazendo cinco concertos no Brasil — criticados pela imprecisão vocal. Em Dubai, chegou a cancelar uma apresentação no meio, com a imprensa publicando que a cantora estava bêbada.

Em maio do mesmo ano, tentou mais uma vez se internar em uma clínica, desistindo pouco depois para tentar retomar as apresentações. Sem sucesso, foi vaiada em Belgrado, na Sérvia, pelo mesmo motivo das anteriores. Preferiu cancelar toda a turnê para se dedicar ao tratamento. Entretanto, era tarde. 

Em 23 de julho de 2011, seu segurança a encontrou sem vida no apartamento em Londres. Em abstinência, sua médica chegou a visita-la no dia anterior, após ser chamada para ajudar em uma recaída. Mesmo sem consumir uma quantia que resultaria em overdose, o consumo abusivo feito na noite de seu colapso resultou em uma intoxicação, levando Amy a óbito aos 27 anos de idade.


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