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O que teria causado a morte de Van Gogh, segundo estudo de 2020

Conheça o motivo que teria levado o artista a tirar a própria vida, conforme uma pesquisa divulgada no ano passado

Victória Gearini Publicado em 13/01/2021, às 11h22 - Atualizado em 01/06/2021, às 19h22

Autorretrato de Van Gogh com Chapéu de Palha
Autorretrato de Van Gogh com Chapéu de Palha - Divulgação / Van Gogh Museum

Em 2020, a Universidade de Medicina de Groningen publicou estudos que podem apontar os principais motivos que levaram Van Gogh a cortar a própria orelha e, mais tarde, cometer suicídio.

Segundo as pesquisas, um dos maiores pintores da História, teve uma vida regada de angústia, solidão e insegurança. Alguns historiadores acreditam, ainda, que seus ilustres quadros podem expressar tais emoções.

Fato é, sentimentos profundos e complexos sempre permearam a vida do artista, desde a juventude, até os melancólicos momentos finais, conforme os estudos divulgados no ano passado.

Depressão e ansiedade 

Ao longo dos anos, surgiram inúmeras teorias sobre as misteriosas circunstâncias da morte de Van Gogh. No fatídico dia 29 de julho de 1890, o pintor holandês veio a falecer aos 37 anos, após ter tido complicações de saúde decorrentes de um tiro por arma de fogo, que teria utilizado para tentar suicídio.

No entanto, quase um século depois, o motivo por trás da morte do artista parece ter sido solucionado. Segundo estudos publicados pela Universidade de Medicina de Groningen, na Holanda, Van Gogh sofria de transtorno de bipolaridade e depressão profunda.

Autorretrato com Orelha Enfaixada, pintado por Van Gogh em 1889 / Crédito: Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Divulgada em novembro de 2020, no periódico International Journal of Bipolar Disorders, a pesquisa concluiu que as circunstâncias mentais do artista foram agravadas pelo uso recorrente e intensivo de substâncias alcoólicas.

Ao todo, os especialistas analisaram 902 cartas, das quais 820 foram escritas pelo pintor à seu irmão Theo e a outros familiares. O artigo também contém entrevistas com historiadores especializados em arte e na vida e obra de Van Gogh.

Conforme aponta a pesquisa, desde jovem o artista já apresentava sinais de transtorno de bipolaridade e síndrome de borderline — oscilação de humor com manifestações intensas de ira, depressão e ansiedade.

Alcoolismo e suicídio 

De acordo com os especialistas, o quadro clínico do pintor teria sido agravado pela dependência alcoólica. Para eles, tal fato pode ter o motivado a cortar sua própria orelha, durante uma crise de ansiedade.

"Provavelmente piorou por meio do excessivo uso de álcool combinado com desnutrição, o que levou, em combinação com tensões psicossociais crescentes, a uma crise em que cortou a orelha”, revelam os autores do artigo.

Após o ocorrido, entre dezembro de 1888 e maio de 1889, Van Gogh foi internado três vezes consecutivas em Arles, na França. Mais tarde, foi hospitalizado no asilo de Saint-Rémy-de-Provence. Conforme revela o estudo, o pintor foi internado contra sua vontade e escreveu em suas cartas que sofria com “alucinações insuportáveis”, ansiedade constante e intensos pesadelos. 

Em um dos escritos revelados pela Universidade de Medicina de Groningen, o autor descreveu, ainda, à seu irmão que sentia uma “febre ou loucura mental”, que não sabia distinguir. De acordo com os especialistas, estes sintomas estavam atrelados à abstinência alcoólica. 

Quadro Noite Estrelada, de Van Gogh / Crédito: Van Gogh, via Wikimedia Commons

 

No entanto, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Van Gogh não possuía esquizofrenia, segundo o periódico. 

"Isso é improvável por ele nunca ter apresentado sintomas psicóticos antes do incidente da orelha aos 35 anos, e tampouco durante os intervalos entre seus surtos nos últimos 15 meses de vida", explicaram os pesquisadores do artigo. 

Os especialistas concluíram, que os transtornos mentais do artista, atrelados ao alcoolismo podem ter o motivado a cortar sua própria orelha, durante uma crise nervosa.

Mais tarde, com a piora do quadro clínico, tais motivos podem ter o levado a tirar a própria vida, uma vez que, nunca havia sido diagnosticado e, portanto, não fazia tratamento médico.


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