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Vampiros da vida real: o culto sangrento de Magdalena Solis

A serial killer mexicana participava de uma seita macabra e ficou conhecida como vampira por sua insaciável sede de sangue

Paola Churchill Publicado em 21/03/2020, às 12h00

Foto de Magdalena Solis no dia de sua prisão
Foto de Magdalena Solis no dia de sua prisão - Wikimedia Commons

Magdalena Solis ficou conhecida como Alta Sacerdotisa Sangrenta no México. Participava de um culto que foi responsável por vários assassinatos — os criminosos ainda bebiam o sangue das vítimas depois. A mulher veio de uma família em um estado de extrema pobreza e desde muito pequena, seu irmão, Eleazar Solis a forçava a se prostituir.

Em 1963, os irmãos Santos e Caytano Hernandez, que já tinham uma ficha criminal, chegaram à pequena cidade de Yerba Buena, no distrito de Tamaulipas, México. O lugar era uma comunidade muito carente e de pouco estudo, eles aproveitavam disso para enganar a população dizendo ser deuses Incas poderosos e se os aldeões não os adorassem e os dessem tributos, a vila seria destruída.

Os irmãos procuravam garotas de programa para os ajudarem com a farsa. Foi assim que encontraram Magdalena, eles diziam que a garota era a reencarnação de uma deusa Inca. Ela ficou deslumbrada e desenvolveu a ilusão religiosa e pediu para fazer parte da seita.

Sob seu comando, os rituais se tornaram cada vez mais macabros, quando a Sacerdotisa se apaixonou pelo consumo de sangue e sadomasoquismo, começou então a fazer sacrifícios humanos durante suas performances, além de praticar grandes orgias após a cerimônia ser encerrada.

Mugshot de Magdalena Solis / Crédito: Wikimedia Commons

 

Alguns menbros começaram a temer o comportamento da mulher e mostravam desejo de sair do grupo. A serial killer então ordenou que os dois fossem linchados até a morte por seus seguidores fiéis.

A patologia dela só aumentou depois disso. O que eram práticas simples se tornaram elaboradas torturas. Solís criou um ritual de sangue, no qual o sacrificado era espancado, queimado e mutilado por todos os membros do grupo. No final, a mulher e os Hernandez brindavam em grandes taças o líquido vermelho viscoso como se fosse vinho.

Os assassinatos ocorreram durante seis semanas em 1963, e estima-se que mais de 50 pessoas morreram durante o processo. A seita só foi descoberta quando um morador da região de 14 anos, Sebastian Guerrero, atraído pelas luzes e o barulho que saía de uma caverna, testemunhou um dos ritos em andamentos. O menino correu até a delegacia mais próxima na cidade de Villa Gran e disse ter encontrado vampiros.

Os policiais ficaram meio céticos no começo, mas o investigador Luis Martinez foi até a cidadela para ver o que assustava tanto o garotinho. Ao chegar ao local, o investigador e o menino foram mortos por Magdalena e seu irmão.

Quando foi notado o desaparecimento dos dois, viaturas chegaram a região para prender os culpados. Ao ir até a caverna, encontraram os restos mortais do agente e de Guerrero e decretaram a prisão dos membros. Os irmãos Hernandez foram mortos durante a fuga, enquanto Magdalena e Eleazar foram condenados a 50 anos de prisão cada por seus delitos.


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