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Veja as múmias mais completas já encontradas de espécie de leão extinta há 12 mil anos

Com descoberta anunciada em 2015, os impressionantes corpos mumificados de filhotes de leões-das-cavernas assustaram os pesquisadores devido a sua excelente conservação

Isabela Barreiros Publicado em 15/08/2020, às 06h00

Uma das múmias de leões- das-cavernas descobertas em 2015
Uma das múmias de leões- das-cavernas descobertas em 2015 - Divulgação/Academia de Ciências Yakutia

Em 2015, uma descoberta impressionante foi feita ao acaso na Rússia. No verão daquele ano, uma equipe de pesquisadores começou a andar pela região do rio Uyandina com a intenção de encontrar fósseis de mamutes. Infelizmente, eles não conseguiram acha-los, mas, por outro lado, descobriram algo até mais fascinante que isso.

A inundação do rio fez com que uma caverna fosse exposta no local. Sem qualquer intenção, os trabalhadores encontraram a gruta, que guardava mais segredos que eles poderiam imaginar. Sem mamutes, eles voltaram com nada mais nada menos que corpos de leões mumificados que têm pelo menos 12 mil anos de idade.

Foi Yakov Androsov quem fez a impressionante descoberta. Ainda em 2015, em entrevista à BBC, ele disse que encontrou os corpos ao olhar através de um buraco no gelo. Androsov contou que, logo quando percebeu do que se tratava, enterrou os animais porque isso ajudaria em sua preservação.

Crédito: Divulgação/Academia de Ciências Yakutia

 

Imediatamente, o especialista tentou entender o que os restos mortais estavam fazendo ali, surpreendido pelo excelente estado em que eles foram encontrados. Segundo ele, “pelos, pernas, caudas, orelhas, olhos e bigodes estavam preservados", o que causou ainda mais inquietação nos pesquisadores.

Ainda não se sabe exatamente de que período histórico as múmias datam, mas é provável que tenham pelo menos 12 mil anos de idade. Os leões- das-cavernas são uma espécie já extinta no planeta há muitos anos, e quase tudo o que se sabe sobre eles vem apenas de pinturas rupestres e poucos fósseis.

A ciência atesta que os animais fizeram uma trajetória da África até a Europa há 700 mil anos, o que fez com que eles se espalhassem pela Eurásia ao longo dos anos. Os locais onde mais foram encontrados restos desses felinos foram as Ilhas Britânicas e o Canadá, principalmente, mas sua área de dominância foi muito ampla.

Pelo que se sabe, eles eram tão grandes quanto os tigres siberianos mais modernos, que são avaliados em mais ou menos 3,3 metros de comprimento quando adultos. Os espécimes encontrados, no entanto, não tinham atingido esse crescimento total: eram ainda muito filhotes quando morreram.

Para Albert Protopopov, zoólogo da Academia de Ciências da República de Sakha, o mais provável é que eles tenham falecido duas ou três semanas, apenas, depois de nascerem. Essa possibilidade é sustentada pelo fato de que as múmias ainda não apresentavam dentes, o que presume que eles ainda estavam se desenvolvendo.

Crédito: Divulgação/Academia de Ciências Yakutia

 

Mas o que teria causado a morte dos felinos em uma idade tão tenra? Ainda segundo o especialista, acredita-se que um deslizamento de terra tenha soterrado a entrada de sua caverna, não dando muitas escolhas para os animais. Presos dentro da cova, morreram de fome.

Mesmo depois de tanto tempo escondidos no gelo, a preservação ainda é incrível. Os felinos, que possuem o tamanho de gatos comuns atualmente, estão ajudando em diversas pesquisas sobre a espécie, visto que, até hoje, nada do tipo havia sido encontrado. Até mesmo com bigodes e faces cobertas de pelo, há muita expectativa para o que os animais poderão revelar.

Hoje, eles foram batizados a partir do nome do local em que foram descobertos: um dos felinos leva o nome Uyan, e o outro, Dina. Eles são considerados as mais completas múmias já encontradas por pesquisadores e, certamente, colaborarão muito para o estudo acerca dos leões- das-cavernas, extintos há pelo menos 12 mil anos.


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