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“Casos de Família”: Arquivos Richthofen

Conheça os lados de um dos assassinatos mais brutais do país, apresentados por Ilana Casoy em obra sobre os arquivos Richthofen

Paulo Marinho Publicado em 16/02/2022, às 17h30

Capa da obra de Ilana Casoy "Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni - Créditos: Reprodução / Darkside
Capa da obra de Ilana Casoy "Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni - Créditos: Reprodução / Darkside

Escrita por Ilana Casoy, a obra “Casos de Família” mostra a impiedade de Suzane Von Richtofen, uma jovem que, aos 19 anos, assassinou seus pais de uma maneira brutal ao lado dos irmãos Cravinhos - Daniel, seu namorado, e Christian. 

O livro apresenta detalhes do homicídio que comoveu o país, descrevendo perfeitamente o comportamento dos três assassinos - incluindo suas contradições e erros decisivos -, depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos-legistas e dos peritos. Além de apresentar uma visão técnica e íntima dos fatos, a obra também conta com a transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa durante o julgamento dos criminosos.

Manfred Albert von Richthofen e Marísia von Richthofen eram pais de Suzane e Andreas. Marísia era considerada a pessoa mais extrovertida de toda a família, era psiquiatra e psicanalista de descendência portuguesa e libanesa. Manfred era engenheiro alemão naturalizado brasileiro, tinha bom humor, segundo amigos, prezava pela educação dos filhos e tinha cerca de R$11 milhões em fortuna. 

Com reprodução simulada do crime, documentos do Ministério Público do Estado de São Paulo e mais de 230 páginas, a obra prende o leitor em uma história que comove o país até os dias de hoje. Ilana também possuía um caderno de anotações, no qual anotava os relatos e percepções sobre as investigações, todas presentes no livro.  

O CRIME

A data era 31 de outubro de 2002, Brooklin, em São Paulo. De maneira fria e estritamente calculada, Suzane e os irmãos Cravinhos estavam prontos para agir brutalmente contra Manfred e Maraísa, que já estavam dormindo.

Um pouco depois da meia-noite, os irmãos, após vestirem blusas e meias-calças com o propósito de evitar deixar rastros que poderiam ser encontrados pela polícia, entraram no quarto do casal. Armados com barras de ferro, Daniel e Christian proferiram golpes em Manfred e Marísia, que morreram naquela noite, enquanto Suzane esperava no andar de baixo da casa.

A partir das evidências na cena do crime, das reações frias e de comportamentos estranhos de Suzane, Alexandre Paulino Boto, o primeiro policial a chegar no local, descreveu o crime como “crime de amadores”. Suzane perguntou ao policial quais seriam os procedimentos adotados pela Polícia a partir dali, e em seguida o perguntou como estavam seus pais, Boto ao estranhar a postura da jovem, respondeu dizendo que ambos estavam bem, e de imediato Suzane retrucou espantada questionando: “como?”.

O JULGAMENTO

O julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos estava marcado para ocorrer em 5 de junho de 2006, entretanto após a ausência dos advogados dos irmãos, que não compareceram ao júri após alegação de falta de encontros com os clientes para melhor preparação de defesa. Os advogados de Suzane se retiraram do plenário, após discutirem com o juiz sobre o não comparecimento de uma testemunha. O julgamento então foi remarcado para 17 de julho de 2006, e a sentença foi proferida apenas em 22 de julho, às 2h.

Após cinco dias de julgamento, o 1º Tribunal do Júri de São Paulo condenou Suzane Richthofen e Daniel Cravinhos a 39 anos de prisão. Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos de reclusão, tendo a pena reduzida em um ano por confessar o crime.

Créditos: Reprodução / Darkside
Créditos: Reprodução / Darkside

A AUTORA

Criminóloga e escritora, Ilana Casoy nasceu em 16 de fevereiro de 1960. Com formação em Administração na FGV (Faculdade Getúlio Vargas), a autora optou por estudar e se aprofundar em perfis psicológicos de criminosos, especialmente os de serial killers. No livro em questão, Ilana traz as histórias e arquivos dos casos Richthofen e Nardoni.


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