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Conheça “Mara: uma mulher que amava Mussolini”

Romance escrito por Ritanna Armeni conta história ficcional, mas com marcas da realidade

Paulo Marinho Publicado em 22/03/2022, às 16h30

Capa da obra escrita por Ritanna Armeni
Capa da obra escrita por Ritanna Armeni - Crédito: Reprodução / Vestígio

Benito Amilcare Andrea Mussolini (1883 - 1945) foi o líder político do Partido Nacional Fascista, e é considerado um dos precursores do fascismo e sua ideologia. Imagine alguém amá-lo a ponto de escutar cada pronunciamento no rádio, colecionar fotos e assistir aos seus discursos? Com apenas 13 anos de idade, Mara, personagem principal da obra escrita por Ritanna Armeni, era essa garota que amava Mussolini.

Em uma mistura de ficção com realidade, a obra apresenta um passado que assombra, até os dias de hoje, aqueles que conhecem a história que mudou o rumo das sociedades modernas. Escrito pela jornalista Ritanna Armeni, o romance traz dez capítulos ficcionais com registros históricos. 

“Sei e estou convencida de que existe uma história das mulheres que se entrelaça com a história geral dos povos, mas nunca coincide com ela. Muitas vezes, é esquecida, e temos de procurá-la, deixando de lado os lugares-comuns e as certezas construídas, não apagando, mas separando a história que nos ensinaram. Foi o que fiz, e acabei encontrando Mara”, explica a autora.

No livro, Mara perde seu pai aos 15 anos, o que faz a jovem arrumar meios para garantir o sustento de sua mãe e seus irmãos. Ao conseguir uma vaga de datilógrafa no Ministério da Educação Nacional, a jovem aprofunda sua admiração ainda mais por sua tia Luisa, que a indicara para o trabalho. Casa com um renomado engenheiro e com fortes conexões políticas, Luisa era respeitada e sempre estava presente e solicitada em eventos públicos. 

A cada página é possível notar que enganou-se quem acreditou no sentimento de liberdade transmitido pelo regime. Afinal, os dirigentes do partido limitaram e tornaram inalcançável o papel e a liberdade das mulheres na sociedade. Mara, assim como milhões de italianas da vida real, foi “seduzida” pelo Duce em uma promessa de autonomia para as mulheres do país. Não há como culpá-las em meio a propagandas, desfiles de motos, passeios a cavalos e atividades esportivas promovidas pelo regime fascista, que exercia fascínio em quem sonhava com o poder de liberdade e era vendido.

Crédito: Reprodução / Vestígio
Crédito: Reprodução / Vestígio

A AUTORA

Motivada a defender causas sociais, especialmente ligadas às mulheres, a Jornalista Ritanna Armeni é jornalista profissional desde 1976, e tem atuado como colaboradora em diversos e importantes veículos de comunicação da Itália. 

Além de comunicadora, trabalhou como assessora de importantes políticos, e já lançou 14 livros que foram traduzidos em espanhol, russo e português. 


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