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De astro religioso a abusador sexual: as sádicas sessões espíritas de João de Deus

Obra A casa - A História da Seita de João de Deus, será lançada em abril deste ano e contará em detalhes os relatos das vítimas

Victória Gearini Publicado em 17/02/2020, às 21h23

João de Deus
João de Deus - Divulgação

João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus, foi um líder religioso que ficou popular no Brasil após realizar sessões espíritas, atraindo, inclusive, diversas personalidades da mídia. No entanto, em dezembro de 2019, foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por causa de quatro abusos sexuais.

Com o intuito de analisar a influência da religião e relatar os abusos sexuais cometidos pelo médium, a Editora Todavia irá lançar a obra A casa - A História da Seita de João de Deus, em abril deste ano. O livro relata a história de diversas vítimas do ex-líder religioso e apresenta informações detalhadas dos inquéritos.

A promotora Cristiane Marques de Santos é uma das personagens centrais da narrativa, uma vez que, foi a primeira autoridade a duvidar e a recorrer contra João de Deus. A primeira denúncia foi realizada em 2012, por uma jovem de 16 anos. O documento dizia que a vítima foi levada até a sala de João de Deus, onde foi abusada sob a justificativa que "estaria sendo curada pelo espírito santo". O ato teria ocorrido em 2008.

“Com o fito de satisfazer sua lascívia, o denunciado acariciou os seios, barriga, nádegas e virilha da vítima. Não satisfeito, o denunciado segurou a mão da vítima, por cima da roupa, sobre seu órgão genital e começou a movimentá-la para cima e para baixo em movimentos constantes, enquanto afirmava que ela estava recebendo ‘o espírito’ e que iria ser curada”, trecho retirado do inquérito de 2012 contra João de Deus.

Após inúmeras denúncias de violência sexual, o agressor foi preso em 2018, e condenado em dezembro de 2019. Aos 78 anos e sentenciado também por posse ilegal de armas de foto, João de Deus nega ter cometido todos esses crimes.

O réu está sendo investigado, ainda, por outras 12 acusações. Mais de 80 mulheres foram violentadas pelo médium e foram citadas no processo como testemunhas, pois os crimes já haviam prescrevido. No entanto, estima-se que este número seja muito maior, segundo apontam as pesquisas feitas pelo escritor.


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