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Vícios e depressão: os melancólicos dias finais de Marilyn Monroe

Aclamada pela crítica a atriz se tornou um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood

Victória Gearini Publicado em 21/04/2020, às 19h51

Atriz norte-americana Marilyn Monroe
Atriz norte-americana Marilyn Monroe - Wikimedia Commons

Nascida Norma Jeane Mortenson, Marilyn Monroe foi uma grande atriz e modelo norte-americana. Símbolo sexual do século 20, a estrela de Hollywood se consagrou após suas belas interpretações cinematográficas, além de se tornar referência de moda na época. No entanto, em seus últimos dias de vida, a artista sofria de uma profunda depressão. 

Marilyn Monroe nasceu no dia 1 de junho de 1926, em Los Angeles, e teve uma infância difícil. Vivendo em lares temporários, a jovem chegou a ser declarada sob guarda do Estado. Aos 16 anos, se casou pela primeira vez. No entanto, em 1944 conheceu o fotógrafo da First Motion Picture Unit, que a inseriu dentro de Hollywood, a estreando como modelo pin-up.

Carreira Meteórica

Em questão de pouco tempo, Marilyn Monroe já estava estrelando alguns filmes, entre eles 20th Century Fox (1946–1947) e Columbia Pictures (1948). Devido seu grande sucesso, foi contratada para atuar em grandes comédias, como Sempre Jovem (1951) e O Inventor da Mocidade (1952), além dos dramas Só a Mulher Peca (1952) e Almas Desesperadas (1952). 

Considerada umas das estrelas mais bem-sucedidas de Hollywood, em 1953, Marilyn chegou no ápice de sua carreira, protagonizando os clássicos Noir Torrentes de Paixão, Os Homens Preferem as Loiras (1953) e Como Agarrar um Milionário (1953). Após se decepcionar com as produções dos filmes e com a falta de reconhecimento, a atriz fundou a sua própria produtora cinematográfica, chamada Marilyn Monroe Productions (MMP). Aclamada pela crítica, a estrela recebeu, ainda, o Globo de Ouro de Melhor Atriz por causa da produção Quanto Mais Quente Melhor (1959). 

 Marilyn Monroe no filme Os Homens Preferem as Loiras (1953) / Crédito: Wikimedia Commons

 

Embora bem-sucedida, a vida pessoal de Marilyn Monroe sempre foi conturbada e envolvida em escândalos. Casada com o jogador de beisebol Joe DiMaggio e posteriormente com o dramaturgo Arthur Miller, a artista constantemente era capa de revistas. Além disso, chegou a ser especulada como uma das amantes do ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, mas nada nunca foi comprovado. 

Momentos finais 

Ao longo de sua carreira, a atriz lutou contra vícios, depressão e ansiedade. Até que no dia 5 de agosto de 1962, foi encontrada morta no quarto de sua casa, em Los Angeles. Pouco antes do seu falecimento, seu psiquiatra Ralph Greenson — que naquela fase dormia às vezes no emprego —  foi acordado pela empregada, Eunice Murray, às 3h da manhã.

Segundo o inquérito policial, a funcionária teria suspeitado ao ver a luz do quarto de Marilyn acesa, mas ao chamar pela patroa não obteve resposta. Como a porta do quarto da atriz estava trancada, Murray — que a essa altura já estava desesperada — acordou Greenson. Após arrombar a fechadura, o psiquiatra encontrou a Marilyn inconsciente. Hyman Engelberg, outro médico, foi chamado a residência, cujo foi o responsável por decretar o falecimento da atriz, às 3:50 da madrugada. 

Marilyn Monroe no filme O Pecado Mora ao Lado (1954) / Crédito: Wikimedia Commons

 

O Departamento de Polícia de Los Angeles, no entanto, só foi notificado às 04:25, o que gerou inúmeras especulações sobre sua morte. Após um exame, a perícia constatou que Marilyn teria morrido entre às 20:30 e 22:30. Segundo o laudo médico, a atriz teria tido, ainda, uma overdose de barbitúricos. Logo descartaram a possibilidade de intoxicação acidental, pois os limites dos remédios estavam muito acima do permitido. 

Na época, Hyman Engelberg e Ralph Greenson afirmaram que Marilyn Monroe sofria de mudanças repentinas de comportamento e lutava contra uma depressão profunda. Portanto, a hipótese de suicídio foi a mais aceita entre os investigadores. No entanto, para alguns conspirólogos, a atriz teria sido assassinada, por conta de seu suposto envolvimento com John F. Kennedy. 

Sua morte foi noticiada nas primeiras páginas de jornais norte-americanos e europeus, escandalizando a sociedade do século 20. Mesmo após anos de sua morte, Marilyn Monroe continua sendo um dos maiores símbolos da cultura pop, se consagrando assim em Hollywood, com apenas 36 anos de idade.


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