No Egito, larápio é pego cavando a própria casa para roubar antiguidades

Um enorme buraco no porão dava acesso a preciosidades de mais de 2 mil anos

Thiago Lincolins

Túnel | <i>Crédito: Shutterstock Images
Túnel | Crédito: Shutterstock Images

Era uma inspeção de rotina numa velha casa de dois andares na cidade de Abidos, Egito. Grande surpresa, os fiscais encontraram um buraco com mais de 4 metros de profundidade, cavado no porão pelo dono e, provavelmente, cúmplices. 

Dentro dele, ainda intacto, um bloco com o nome do Faraó Nectanebo II - ultimo governante egípcio nativo, que reinou entre 342 a 360 aC. Os que se seguiu foi uma longa lista de conquistadores: gregos, depois romanos, árabes, otomanos e ingleses. "Acreditamos que o bloco pode ter feito parte do santuário do Faraó ou parte da extensão de um muro do templo que foi construído sob as ordens dele", diz Hani Abul Azm, chefe da administração central de antiguidades do Alto Egito.

Bloco encontrado com o cartucho do Faraó Nectanebo II / Foto: Ministério de antiguidades do Egito

A cidade de Abidos fica há cerca de 10 quilômetros de distancia do rio Nilo. Foi onde governantes egípcios construíram seus próprios templos e onde muito deles foram enterrados. Monumentos como o Templo de Seti I e a pirâmide de Ahmose adornam o local.

A aquisição de relíquias, não importa se sob sua própria propriedade, é crime pelas leis egípcias. A casa foi confiscada pelas autoridades até que a investigação seja concluída. Após o fim delas, investigações arqueólogos vão, algo ironicamente, continuar o trabalho dos ladrões, tentando descobrir o que mais há lá embaixo. Esperam encontrar mais informações sobre o faraó Nectanebo II ou quem sabe outras figuras importantes de seu tempo. 


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