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Nova perícia confronta antigas teses sobre a morte de Lampião, o brutal rei do cangaço

Análise técnica nas roupas usadas por Virgulino Ferreira no dia de sua morte, rebate antigas teorias não aceitas pela família do cangaceiro

André Nogueira Publicado em 23/09/2019, às 09h09

Mais de 80 anos depois da morte de Virgulino Ferreira da Silva, o cruel Lampião, o episódio de seu óbito voltou a render debates. Uma nova perícia técnica foi realizada nas roupas e objetos que o Rei do Cangaço usava naquele fatídico 27 de julho de 1938. O acervo estava conservado no Instituto Histórico e Geográfico do Alagoas.

A análise foi feita pelo perito Victor Portela, do Instituto de Criminalística de Alagoas, que gerou um documentário inédito estreado no mês passado, que defende que o cangaceiro morreu com três tiros.

Bornais do capitão Virgulino, também analisados / Crédito: Reprodução

 

Isso vai de encontro com outras teorias, que defendem que o bando de Lampião teria sido envenenado antes do tiroteio, ou ainda que quem teria morrido em 1938 seria um sósia do Rei, que morreu aos 100 anos em Minas Gerais.

"Se quiser, conto as duas mil teses que existem sobre a morte", comenta jocosamente João Marcos Carvalho, historiador responsável pelo documentário Os Últimos Dias do Rei do Cangaço.

Segundo perícia, tiro acertou o punhal usado por Lampião e foi desviado para a região umbilical / Crédito: Reprodução

 

As novas análises também confrontam o consenso acadêmico criado pela obra Apagando Lampião, de Frederico Pernambucano de Mello, onde se defende que Virgulino teria morrido com um tiro disparado pelo cabo Sebastião Vieira Sandes a oito metros de distância. Essa versão é pouco creditada pela família do cangaceiro.

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