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Documentos vazados: Líderes chineses teriam conexões com políticas genocidas

Arquivos que caíram nas mãos de autoridades internacionais revelam uma série de fatos perturbadores

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 30/11/2021, às 15h42

Fotografia meramente ilustrativa
Fotografia meramente ilustrativa - Divulgação/Pixabay/ Fifaliana-joy

Uma série de arquivos do governo chinês vazados recentemente revelam conexões entre membros de alto escalão do Partido Comunista e atos de repressão aos uigures, minoria étnica do país que é adepta do islamismo. 

As atas, que foram apelidadas de "Documentos de Xinjiang" em referência à região da China em que os uigures vivem, sugerem que suposto confinamento involuntário dessa fatia da população em campos de trabalhos forçados pode ser relacionado com concepções retrógradas de integrantes influentes do governo. 

Outras medidas alarmantes tomadas contra a minoria étnica seriam esterilizações forçadas em massa e coerção. 

Conforme repercutido pela BBC internacional nesta terça-feira, 30, os políticos envolvidos incluiriam o próprio Xi Jinping, Secretário-Geral do Partido Comunista, assim como o premier Li Keqiang.

Os arquivos contêm declarações dessas figuras que poderiam ter tido impacto na maneira como os uigures e demais muçulmanos são tratados em território chinês. 

Vale mencionar que a China já negou em diversas ocasiões que teria uma postura genocida em relação aos uigures, e sua narrativa oficial é de que os campos acusados de promoverem trabalho forçado são, na verdade, dedicados à "reeducação" dessas pessoas.

Os registros descobertos foram entregues ao Tribunal Uigur, um tribunal popular e independente que fica localizado no Reino Unido. A organização tem como propósito julgar crimes cometidos contra a minoria asiática.