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Notícias / Arqueologia

Pedreira de 13 mil anos pode ser a mais antiga das Américas

Investigação científica de mina de ocre vermelho nos Estados Unidos surpreendeu pesquisadores

Ingredi Brunato, sob supervisão de Isabela Barreiros Publicado em 23/05/2022, às 13h12

Fotografia de uma "ponta de Clóvis", ferramenta de pedra afiada usada na pré-história americana - Divulgação/Spencer Pelton
Fotografia de uma "ponta de Clóvis", ferramenta de pedra afiada usada na pré-história americana - Divulgação/Spencer Pelton

Trabalhos arqueológicos que investigaram a Powar II, uma mina de ocre vermelho no estado norte-americano de Wyoming, descobriram que o local era usado há mais tempo do que imaginávamos. 

As escavações na pedreira se iniciaram em 1986 e foram finalizadas em 2020, pouco antes do falecimento do notório George Frison, arqueólogo que se dedicou ao estudo do sítio desde o início.

Já o artigo detalhando as conclusões da pesquisa de décadas foi publicado recentemente no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). 

Temos evidências inequívocas do uso deste local pelos primeiros paleoíndios há 12.840 anos e continuado pelos primeiros americanos por cerca de 1.000 anos”, afirmou Spencer Pelton, um dos pesquisadores envolvidos no projeto. 

Pigmento mineral

O ocre vermelho (ou hematita) é um minério que era usado como pigmento pelos paleoíndios durante rituais, de acordo com informações repercutidas pelo portal Phys.org.

Sua presença era expressiva na vida daquele povo, o que é demonstrado pelo fato do mineral ter sido encontrado em sepulturas, acampamentos, esconderijos e muitos outros locais paleoíndios de importância.

As descobertas da pesquisa mostram não apenas que a Powars II é a pedreira de hematita mais antiga já documentada, como também pode ser um dos locais de mineração mais antigos das Américas com um todo, consolidando sua imensa relevância histórica. 

Além de seu status de pedreira, o conjunto de artefatos de Powars II é um dos mais densos e diversificados até agora descobertos no registro paleoíndio das Américas, explicou Pelton, ainda segundo o Phys.org. 

"O local contém mais de 30 ferramentas de pedra lascada por metro quadrado, alguns dos mais antigos restos de canídeos de um sítio arqueológico americano e artefatos raros ou únicos, entre outras distinções", completou. 

+ Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui