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Como funcionavam os primeiros extintores de incêndio?

Os primeiros extintores não eram muito eficazes. Até que um rapaz muito ousado criou um mais útil - e perigoso

Redação AH Publicado em 21/02/2019, às 08h00

Entenda
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Em torno de 250 a.C. o engenheiro Ctesibius de Alexandria desenvolveu uma invenção para auxiliar no combate ao fogo, uma bomba de água manual. Mas foi só no século 19 que o extintor de incêndio foi criado. Obra do capitão britânico George William Manby, o aparelho foi patenteado em 1813. O extincteur consistia em um cilindro de cobre, pressurizado e portátil, que comportava 13,6 litros e funcionava à base de um reagente antichamas e ar comprimido. Quando a válvula era aberta, o ar escapava, espalhando o agente químico.

A ideia de Manby surgiu quando ele presenciou um incêndio em Edimburgo, na Escócia, e observou que a água das mangueiras dos bombeiros não alcançava os andares superiores. Em 1723, o químico inglês Ambrose Godfrey já havia percebido a necessidade de um aparelho similar e registrado a primeira patente de um extintor automático. O barril criado por Godfrey possuía uma câmara de pólvora e estopins que explodiam o recipiente e espalhavam um líquido antichamas quando lançados no fogo. O conceito do extintor explosivo não era dos mais inusitados. Em 1734, o alemão M. Fuchs desenvolveu a ideia de bolas de vidro contendo água que podiam ser atiradas como granadas. Em 1912, as granadas começaram a usar tetracloreto de carbono em vez de água, mas seu uso foi proibido 39 anos mais tarde, por ter efeitos nocivos à saúde. 

Na década de 20, nos Estados Unidos, a companhia Walter Kidd desenvolveu o primeiro extintor de CO2 a pedido da Bell Telephone: as centrais telefônicas superaqueciam e o risco de uma pane elétrica era maior com outros agentes químicos. O modelo é popular até hoje.