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Balas de canhão utilizadas por Vlad, o Empalador, são encontradas na Bulgária

Vlad teria inspirado o personagem Drácula, de Bram Stocker

Joseane Pereira Publicado em 10/06/2019, às 18h00

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Reprodução

Arqueólogos encontraram balas de canhão na histórica fortaleza de Zishtova, que foi moradia de Vlad III Drácula. Esse cruel comandante militar, também conhecido como Vlad, o Empalador, conquistou a fortaleza dos turcos otomanos em 1461.

A fortaleza de Zishtova , hoje em ruínas, data dos séculos XIII e XIV d.C. e ficam no topo de uma colina ao sul da fronteira romena. Nessa época, Drácula era o comandante militar de Valáquia, província situada ao norte do rio Danúbio. As balas de canhão, encontradas por arqueólogos do Museu de Arqueologia de Sofzia liderados por Nikolay Ovcharov, datam de meados do século XV — época que coincide com o cerco da fortaleza.

O Drácula

Vlad III era conhecido por atos incomuns de crueldade, especialmente o uso de empalamento para torturar e matar suas vítimas. Seu nome chegou a locais como Itália e Áustria, e sua infâmia provavelmente inspirou o irlandês Bram Stocker na criação de seu famoso vampiro.

"O que é realmente interessante é que desde o início do período otomano encontramos balas de canhão", afirmou Ovcharov em uma coletiva de imprensa. “Nós nos alegramos com essas pequenas balas de canhão porque são de culverinas. Estes foram os primeiros canhões em uso do século 15 ao 16, precisamente a época de Vlad Dracula”.

Objetos escavados / Crédito: Reprodução

 

O comandante Drácula e seus soldados passaram grande parte da vida guerreando com os turcos otomanos, que controlavam grande parte da área circundante.  Mas foi durante o inverno de 1461-1462 que as forças de Drácula conseguiram capturar, por um breve período de tempo, a fortaleza de Zishtova.

“Temos uma carta de Vlad Dracula ao rei da Hungria, na qual ele se gabou de ter tomado o forte após uma feroz batalha, e que cerca de 410 turcos foram mortos durante o cerco”, disse Ovcharov. "Alguns deles provavelmente foram empalados, a seu estilo".

As escavações na fortaleza de Zishtova estão programadas para continuar até meados de junho, e os arqueólogos então planejam levar mais um ano ou dois para explorar a área ao redor. Após este trabalho, a fortaleza passará por restaurações.