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Dois dos 17 reféns norte-americanos sequestrados no Haiti são libertados

Vítimas são missionários que visitavam um orfanato de Porto Príncipe em outubro

Paola Orlovas, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 22/11/2021, às 13h35

Pessoas na capital do Haiti, Porto Príncipe
Pessoas na capital do Haiti, Porto Príncipe - Getty Images

Em meadoes de outubro, uma gangue haitiana sequestrou 17 missionários norte-americanos. No último domingo, 21, no entanto, a igreja Ministérios de Ajuda Cristã, à qual são filiados, anunciou que dois deles foram libertados. 

Os americanos pertenciam a um grupo com um canadense e 16 estadunidenses que foi sequestrado no dia 16 de outubro, voltando de uma visita a um orfanato da zona leste da capital do Haiti, Porto Príncipe — que é comandada por uma das maiores gangues do país: a 400 Mawozo, de acordo com o portal de notícias G1. 

A Ministérios de Ajuda Cristã, com sede nos Estados Unidos, disse que entre os missionários reféns estão cinco crianças com idades entre oito meses e 15 anos, além de 12 adultos com idades entre 18 e 48 anos.

A 400 Mawozo, comandada por Wilson Joseph — procurado por diversos crimes, como homicídio, sequestro e intercepção de caminhões de carga —, assumiu a autoria do sequestro e atualmente exige um resgate de um milhão de dólares por cada um dos reféns. 

As autoridades haitianas trabalham ao lado do FBI e da unidade antissequestro da polícia nacional para negociar com a gangue há mais de um mês. Segundo o Centro de Análises e Pesquisas em Direitos Humanos, mais de 800 pessoas foram sequestradas para pedido de resgate desde janeiro no Haiti.