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Guerra na Ucrânia provoca abandono de pessoas com deficiência

Segundo Ivan Baron, que discute inclusão nas redes sociais, atualmente mais de 2,7 milhões de ucranianos possuem deficiência

Redação Publicado em 28/02/2022, às 21h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ stevepb

Na última quinta-feira, 24, a Rússia invadiu a Ucrânia no que chamou de "operação militar especial". Agora, segundo a Inclusion Europe, que atua em 39 países, o abandono de pessoas com deficiência e seus familiares já está acontecendo na Ucrânia.

“As condições de vida das pessoas com deficiência intelectual, especialmente nas instituições, eram muito precárias mesmo antes da guerra, e a mera expectativa de guerra tirou os fundos da ajuda e apoio, moradores foram devolvidos para suas famílias e suspeita-se de abandono direto”, afirmou Risto Burman, diretor executivo da Associação Finlandesa de Apoio às Pessoas com Deficiência Intelectual (Kehitysvammaisten Tukiliitto), em comunicado publicado na última sexta-feira, 25.

Conhecido como influencer da inclusão, Ivan Baron, de 23 anos que desafia os preconceitos sobre a paralisia cerebral reunindo mais de 450 mil seguidores em suas redes sociais comenta sobre o assunto.

“São mais de 2,7 milhões de ucranianos que possuem deficiência. Sabemos que grande parte dos abrigos são inacessíveis, incluindo os protocolos de segurança e procedimento de evacuação. A situação piora para aqueles que vivem em instituições, já que os fundos de ajuda e apoio foram removidos, o que significa que elas estão sendo deixadas para trás", narrou o influenciador digital.

O criador de conteúdo que segue conquistando a internet ao ensinar os seguidores sobre falas capacitistas, abordando o assunto de maneira descontraída e com muita informação faz um apelo para seus seguidores em nome da instituição Inclusion Europe.

“Todos nós podemos contribuir fazendo a nossa doação para a ‘Inclusion Europe’, que busca ajudar funcionalmente ucranianos com deficiência que foram atingidos pela invasão da Rússia”, finalizou Ivan.