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Médicos são suspeitos de tomar três doses de vacinas contra a Covid-19 em SP

A denúncia foi apresentada ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) apontando erro de dois médicos

Redação Publicado em 20/05/2021, às 09h57

Imagem ilustrativa de vacina
Imagem ilustrativa de vacina - Getty Images

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo contabilizou dois casos de profissionais da saúde que omitiram a imunização inicial para receber mais doses de vacina contra a covid-19 com o intuito de intensificar a proteção dos imunizantes racionados, como informa a CNN Brasil.

De acordo com a denúncia, as imunizações extras ocorreram no dia 27 de março deste ano e na última segunda-feira, 17, e ambos aproveitaram uma instabilidade no Vacivida, banco de dados que registra os imunizados no estado, para comparecerem em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e solicitar a terceira aplicação.

Os casos foram repassados para o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que interrogará os funcionários por não explicar, no momento das aplicações, que já haviam recebido os imunizantes. A investigação prosseguirá sob sigilo, conforme determina a lei.

Em nota direcionada à emissora de TV, A Direção Regional de Vigilância explicou que o método foi observado pelos médicos em suas respectivas unidades, se locomovendo para unidades próximas para usufruir da queda sistêmica: “O mesmo foi questionado e orientado que, caso tivesse tomado dose anterior, não seria vacinado; porém, notando que o sistema não estava online, fez uso de tal recurso para se vacinar novamente”.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 15,8 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 442 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 165 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,42 milhões de mortes, sendo mais de 442 mil delas apenas no Brasil, que está no 3º lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19.