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Meteoro que caiu há cerca de 10.000 anos na atual Síria dizimou uma população de caçadores-coletores

Segundo os escavadores do local, foi encontrada uma substância que só pode se formar em altas temperaturas

Gabriel Fagundes Publicado em 09/03/2020, às 13h30

Ilustração de possível meteoro que atingiu a superfície
Ilustração de possível meteoro que atingiu a superfície - Pixabay

Considerado lar dos primeiros agricultores da história, Tell Abu Hureyra — hoje pertencente à Síria moderna —, foi devastada há aproximadamente 10.000 anos por um enorme meteoro abrasador, como acredita os arqueólogos que estudaram o local.

Para eles, a ocupação daquela região se deu entre 9.000 e 13.000 anos atrás. Hoje, a área encontra-se inundada pelo lago Assad, o que não impossibilitou dos estudiosos recolherem indicativos e evidências das civilizações passadas, que começaram como caçadores-coletores até o cultivo da própria propriedade.

Apesar do sítio ter sido estudado em 1970, as pesquisas permaneceram com o desenvolver dos anos. Por isso, graças às escavações contemporâneas foi possível encontrar uma cultura de cereal antiga, pequenas cabanas redondas, ferramentas e áreas de armazenamento de alimentos.

Achados que são benéficos, mas que para os exploradores ainda não constituem uma justificativa plausível para o abandono daquele espaço pelos antepassados, além do fato da causa do meteoro.

Teoria que é reforçada por terem encontrado, também, uma substância chamada meltglass — que só pode ser formada quando entra em contato com altas temperaturas, ou quando se chocam em impacto cósmico violento.

Segundo James Kennett, professor emérito de geologia da UC Santa Barbara: “Para ajudar na perspectiva, temperaturas tão altas derreteriam completamente um automóvel em menos de um minuto”. Por isso, “a vila de Abu Hureyra teria sido abruptamente destruída.” Situação, que evidente culminaria com o desaparecimentodos de todos os tais povos. 


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