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No Recife, requerimento para criação de auxílio-aluguel para população LGBT é aprovado

O programa deverá atender a população em situação de vulnerabilidade

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 25/08/2021, às 10h26

Imagem meramente ilustrativa de bandeiras LGBT
Imagem meramente ilustrativa de bandeiras LGBT - Imagem de Filmbetrachter por Pixabay

Leis que tem como objetivo diminuir a desigualdade social e ajudar populações em situação de vulnerabilidade estão sendo propostas em todo o Brasil.

No Recife, a vereadora Liana Cirne, do Partido dos Trabalhadores, propôs um programa importante para a capital pernambucana.

Como relata o Jornal do Commercio (JC), a Câmara Municipal do Recife (CMR) aprovou na última terça-feira, 25, o requerimento da vereadora, que propõe a criação de um programa que disponibilize um auxílio-aluguel para a população LGBTQIA + vulnerável da cidade.

"A população LGBTQIA+ em situação de rua não pode continuar abandonada. Aprovamos, nesta terça-feira (24), e insistiremos para que a Prefeitura do Recife acate, três requerimentos que tratam de profissionalização, auxílio-aluguel e encaminhamento profissional para essas pessoas", explicou Liana através de sua conta oficial no Instagram. "Precisamos entender que a pandemia aumentou a vulnerabilidade social da população LGBTQIA+. Os conflitos familiares foram agravados e intensificados na pandemia, seguindo a onda do neo fundamentalismo religioso e do discurso LGBTfóbico do presidente". 

O programa deverá ser criado pela prefeitura do Recife, além de duas outras propostas feitas por Cirne, aprovadas pelos parlamentares na mesma sessão e destinadas ao mesmo público.

Um dos requerimentos feito pela petista é a criação de um programa ligado à profissionalização da população LGBT, que também foi aprovado. 

Já a última proposta é a fundação de um banco de cadastro para o mercado de trabalho que deverá ser apresentado às empresas parceiras da prefeitura do Recife, com o intuito de oferecer emprego e renda fixa a essas pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante a votação, 19 parlamentares foram favoráveis às propostas, enquanto sete votaram contra os requerimentos.