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Oligarcas russos e aliados de Putin são alvos de sanções da União Europeia

Os ativos de algumas das pessoas mais influentes da Rússia estão sendo congelados em decorrência da invasão do país à Ucrânia

Redação Publicado em 02/03/2022, às 10h00

Imagem ilustrativa da bandeira da União Europeia
Imagem ilustrativa da bandeira da União Europeia - Pixabay/AndrzejRembowski

Oligarcas russos são o alvo das novas sanções da União Europeia à Rússia após a invasão do país à Ucrânia na última semana. Algumas das pessoas mais influentes da nação tiveram seus ativos congelados e viagens restringidas pelo bloco econômico.

A lista inclui Mikhail Fridman, fundador do Alfa Group e seu sócio, Petr Aven, Igor Sechin e Nikolai Tokarev, presidentes-executivos das petrolíferas Rosneft e da Transneft, o financista Alisher Usmanov e o empresário Alexei Mordashov.

Segundo a UE, Fridman é "um importante financista russo e um integrante do círculo de amigos do presidente Putin", que “apoiou de maneira ativa, financeira ou materialmente, as autoridades russas responsáveis pela anexação da Crimeia e pela desestabilização da Ucrânia, e se beneficiou disso", segundo reportou a Folha de S. Paulo.

Friedman e Aven se defenderam por meio de um comunicado lançado por uma de suas empresas, a LetterOne. Eles afirmaram que estão "profundamente chocados com as acusações demonstravelmente falsas que supostamente embasam as sanções contra eles".

"Eles combaterão essa injustiça com todas as forças — por eles e pelas dezenas de milhares de empregados que dependem deles no Reino Unido e na Europa", acrescentando que "sempre foram totalmente transparentes sobre seus negócios e fonte de riqueza. Sancioná-los com base em fofocas malévolas e não comprovadas não terá impacto sobre as atividades da Rússia na Ucrânia".

Quanto a Sechin, ele é descrito como "um dos conselheiros mais próximos e de maior confiança de Putin, bem como um de seus melhores amigos". O oligarca já sofre com restrições de viagens impostas pelos Estados Unidos.

Avin é citado pelo texto que anuncia as sanções como "um dos oligarcas mais próximos ao presidente", assim como Tokarev, assinalado como um dos "oligarcas do Estado que assumiram o controle de grandes ativos estatais na década de 2000 quando Putin consolidou seu poder, e que opera em estreita parceria com o estado russo."

De acordo com o bloco, Mordashov é responsável pelas estações de canais de TV que apoiam o governo de Putin. No entanto, ele divulgou, por meio de uma de suas empresas, a Severstal, uma nota se posicionando.

"Jamais estive próximo da política e sempre me concentrei em criar valor econômico nas companhias para as quais trabalhei, tanto na Rússia quanto no exterior. Não consigo compreender de que maneira essas sanções contribuirão para a resolução do pavoroso conflito na Ucrânia", afirmou.