Touro Sentado, do estrelato ao extermínio

Ganhando fama internacional no espetáculo de Buffalo Bill, chefe indígena seria assim mesmo eliminado pelo governo

Fabio Marton

O touro e o búfalo: parceiros improváveis | <i>Crédito: Library of the Congress of the United States
O touro e o búfalo: parceiros improváveis | Crédito: Library of the Congress of the United States

À direita está Buffalo Bill, veterano das Guerras Indígenas que se tornou um showman e, apesar das bravatas que o tornariam famoso, cumpriu uma mera função civil de reconhecimento. À esquerda, outro veterano: o chefe Touro Sentado (Thatháka Íyotake, em laokota, sua língua) – líder da Batalha de Little Bighorn, na qual as tropas do General Custer foram aniquiladas.


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Touro Sentado não era estranho ao showbusiness. Em 1884, para sobreviver, havia feito uso de sua reputação para criar um show do “oeste selvagem”. Bill, que tinha seu próprio espetáculo, reencenando batalhas da guerra, contatou-o por seus agentes, oferecendo então um cachê de 50 dólares por semana (cerca de US$ 1350 hoje em dia). O chefe, já passado dos 50, aceitou, e seu trabalho era muito simples: ser o legendário Touro Sentado, matador do General Custer. Desfilar em seu cavalo para a plateia e nada mais. Fez uma pequena fortuna assim. Ele não participava das encenações nas quais, ao contrário da história real, o General Custer era salvo por ninguém menos que Buffalo Bill.

Touro Sentado voltaria a viver entre os seus na reserva de Standing Rock. As autoridades não estavam convencidas de sua integração. Em 1890, uma ordem de prisão foi enviada porque temiam que ele se envolveria com o movimento da Dança Fantasma, grupo revolucionário indígena. Recusando-se a se entregar, morreu com um tiro na cabeça.  


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