Cédulas de votação em relação ao acordo de paz com as FARC's (2016) - Getty Images
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EUA retira FARC’s da lista de organizações terroristas

O grupo guerrilheiro colombiano fazia parte da lista norte-americana desde 1997

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 30/11/2021, às 21h00

Em 1997, os Estados Unidos, em meio a um conflito armado de guerrilhas, que havia começado na década de 1960, incluiu as FARC’s (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na lista de organizações terroristas

No entanto, em 2016, foi assinado um acordo entre o grupo guerrilheiro e o Estado colombiano, que organizava a dissolução e desarmamento das FARC’s, além de revoluções agrárias e políticas, e sua transformação em partido político, o Comuns, com representação garantida no parlamento colombiano.

Mesmo assim, as FARC’s continuavam na lista norte-americana, até esta terça-feira, 30 de novembro, que marca o quinto aniversário do acordo. Segundo a cobertura do UOL, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que não há nenhuma capacidade do grupo reunir-se, o que motiva a retirada de seu nome da lista.

O Departamento de Estado revoga a designação das FARC como organização terrorista estrangeira. Após um acordo de paz de 2016 com o governo colombiano, as FARC foram dissolvidas e desarmadas oficialmente. Elas não existem mais como organização unificada dedicada ao terrorismo ou a atividades terroristas, ou com a capacidade ou intenção de fazê-lo", explicou a decisão.

O fato das FARC’s não estarem mais na lista de organizações terroristas, porém, não significa que os ex-comandantes do grupo guerrilheiro, em especial os conectados ao narcotráfico, estão perdoados e não passarão por julgamento. 

De qualquer forma, a escolha norte-americana foi aplaudida por diversas personalidades colombianas, como Diego Martínez, um dos negociadores que criou a Jurisdição Especial para a Paz (JEP) da Colômbia, que acredita que a retirada significa muito para o acordo.

O fato de integrar a lista (das Farc) impedia entidades de cooperação americana a, por exemplo, investir na reintegração de ex-combatentes. Este é um passo significativo que vai ajudar na implementação do acordo de paz", afirmou.
Estados Unidos Colômbia América Latina terrorismo FARC

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