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Crimes, mortes e degradação: 5 construções com fama de assombradas em São Paulo

Considerados sobrenaturais, edifícios e residências compõe a história da sociedade paulistana

Victória Gearini Publicado em 05/04/2020, às 14h11

Castelinho da Rua Apa antes de ser reformado
Castelinho da Rua Apa antes de ser reformado - Wikimedia Commons

Considerada o centro financeiro do Brasil, a cidade de São Paulo é uma das mais populosas do mundo. Referência turística, abriga diversas instituições culturais e possui uma rica tradição arquitetônica, com construções históricas e simbólicas. No entanto, o que poucas pessoas sabem, são as histórias macabras que existem por trás desses edifícios e residências significativas. 

Ao longo dos séculos, os lugares foram palcos de crimes brutais e incêndios misteriosos. Parte do desenvolvido paulistano, algumas construções se moldaram ao crescimento da cidade, já outras enfrentaram períodos de degradação.

Confira 5 lugares considerados mal assombrados em São Paulo:

1. Edifício Joelma 

Embora as histórias macabras que envolvem o Edifício Joelma sejam tão antigas quanto a sua fundação, foi apenas após o incêndio devastador que ganhou a fama de mal assombrado. Em 1974, o local foi consumido por chamas que mataram 188 pessoas.

Edifício Joelma em chamas / Crédito: Wikimedia Commons

 

O terreno que abriga o prédio também havia sido palco de um brutal assassinato, que ficou conhecido como o Crime do Poço. Atualmente, o Edifício Joelma abriga salas comerciais e é conhecido como um dos maiores lugares sobrenaturais no mundo. 


2. Edifício Martinelli

O Edifício Martinelli foi construído em 1929 e é considerado o primeiro arranha-céu da América Latina. Durante a década de 1930, o local chegou a abrigar boates famosas, confeitarias e escolas de dança de sucesso. No entanto, após casos de suicídios e assassinatos no local, o edifício entrou em um processo de degradação, tornando-se palco para prostituição e tráfico de drogas. 

Edifício Martinelli / Crédito: Wikimedia Commons

 

O primeiro assassinato ocorreu em 1947, quando o jovem judeu Davidson foi encontrado morto dentro do poço do elevador. O garoto apresentava marcas de estrangulamento e violência sexual. Pouco tempo depois seu assassino, conhecido como Meia Noite, foi preso e confessou o homicídio. 

Já na década de 60, outros dois crimes brutais escandalizaram a sociedade paulistana. Uma garota chamada Márcia Tereza foi estuprada, por horas, por cinco homens, que posteriormente a mataram. Ainda no mesmo edifício, a jovem Neide foi encontrada morta. Por esses motivos, o local é considerado mal assombrado.


3. Beco do Pinto

Próximo ao Solar da Marquesa de Santos, o Beco do Pinto já abrigou a sede do IML (Instituto Médico Legal), motivo que deu vida a inúmeras lendas urbanas sobre o local. No ano de 1979, autoridades encontraram pertences de autópsias como facas, estiletes e bisturis. No entanto, o que mais chamou a atenção foram os pequenos fragmentos de ossos encontrados juntos aos objetos. 

Beco do Pinto / Crédito: Wikimedia Commons

 

Reza a lenda que o local é habitado pelas almas das pessoas que já passaram pela antiga sede do IML. Ainda hoje, constantemente, visitantes colocam velas acesas pela região em homenagem aos mortos. 


4. Castelinho da Rua Apa

A famosa casa da Rua Apa foi construída com o intuito de ser uma réplica de um castelo medieval. No entanto, a fama não veio pela a sua arquitetura, mas sim pelo brutal crime que escandalizou a elite paulistana. No ano de 1937, três membros da família Reis foram encontrados mortos dentro do local, sendo eles os irmãos Armando e Álvaro e a matriarca, Maria Cândida.

Castelinho da Rua Apa / Crédito: Wikimedia Commons

 

Na época, as autoridades acreditavam que o crime havia sido premeditado e encomendado por alguém próximo. No entanto, ao analisar o caso, passaram a acreditar que, após uma discussão, os irmãos trocaram tiros. Maria Cândida teria aparecido no momento da discussão, sendo atingida por uma das balas, assim um dos irmãos matou o outro, e por fim, o que sobreviveu teria cometido suicídio. Porém uma nova perícia constatou que pela posição dos corpos, isso não teria sido possível.

O episódio nunca foi solucionado e o local ganhou a fama de mal assombrado, o que o levou a sua degradação. Mesmo sendo tombado pelo patrimônio histórico, ficou mais de 70 anos sem manutenção até ser reformado. Já a família dos reis não possui herdeiros diretos.    


5. Edifício Andraus

Pouco antes do incêndio do Edifício Joelma deixar a sociedade em luto, o Edifício Andraus foi consumido pelo o fogo, em 1972, deixando 16 mortos e 360 feridos. Muitas pessoas que sobreviveram subiram até o último andar, onde foram resgatadas por helicópteros. 

Edifício Andraus em chamas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Na época, o caso foi a primeira grande tragédia a ser transmitida ao vivo pelos veículos de comunicação. Hoje em dia, moradores dizem escutar os lamentos das vítimas que morreram no incêndio do Andraus, o tornando um dos lugares mais assombrados de SP.


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