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De onde vem a expressão "sair do armário"?

A origem é bem hétero e um tanto antiquada

Redação Publicado em 29/06/2019, às 00h00

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Sair do armário, não deve ser mais segredo para ninguém, quer dizer se assumir gay. Também pode ser usada para outros grupos que às vezes se ocultam, como ateus. É uma importação do movimento gay americano. Mas o que o armário tem a ver com isso? Alguém, um dia, literalmente saiu dele?

Mas sua origem é bem hétero e um tanto antiquada. Nos Estados Unidos do início do século 20, quem saía do armário era a debutante, em sua festa de 15 anos. Quando a família de uma jovem organizava esse tipo de festa, significava que ela estava sendo apresentada oficialmente à sociedade. Em inglês, esse ato leva o nome de come out, algo como surgir e emergir. E bailes de debutante serviam originalmente para isso: apresentar as adolescentes à sociedade, já em busca de um casamento.

Os gays adotaram o termo e seu sentido era originalmente próximo do baile: eram, afinal, apresentados a uma sociedade — que, então, era praticamente secreta. 

O armário só foi surgir nos anos 1960. Antes se falava em take off the mask (tirar a máscara), let his hair down (soltar o cabelo) ou drop the hairpins (deixar cair os grampos). É o que afirma o historiador George Chauncey, da Universidade de Yale e autor de Gay New York (sem tradução).

Segundo ele, armário foi importado de outra expressão popular nos EUA: skeletons in the closet  esqueletos no armário — um segredo condenador guardado a sete chaves. Numa evolução criativa, o armário passou a conter o próprio gay não assumido.