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Zafar: A triste saga do golfinho pervertido

A história pode parecer cômica de início, mas se trata de uma situação melancólica vivida pelo pobre animal

Caio Tortamano Publicado em 29/02/2020, às 11h00 - Atualizado às 13h00

Golfinho Tursiops, da mesma raça de Zafar
Golfinho Tursiops, da mesma raça de Zafar - Getty Images

A cidade francesa de Landévennec sofreu com um problema inusitado no ano de 2018. Costeira, a minúscula comuna da França possui apenas 335 habitantes e muitos se prejudicaram com uma lei decretada pelo prefeito Roger Lars.

Quando o golfinho Zafar estivesse presente nas águas que rodeiam a cidade, é proibido que as pessoas nadem ou mergulhem na costa francesa, assim como se aproximar a, no mínimo, 45 metros de distância do animal.

Isso aconteceu depois do mamífero, extremamente solitário, se esfregar em diversos banhistas, barcos e afins. Outro caso, esse com certeza mais sério, envolveu uma mulher, que não conseguiu se livrar dos ataques de Zafar e precisou ser resgatada por um barco.

O diretor de conservação de espécies de um famoso aquário francês, o Oceanopolis, afirmou que ele se esfrega nas coisas por estar no cio. Porém, tendo sido abandonado ou deixado seu grupo para trás, Zafar não tem outro ser de sua mesma espécie para interagir.

Na época, os habitantes da cidade criticaram a dura lei por afirmarem que o golfinho nunca tinha machucado ninguém. Especialistas, entretanto, acreditam que a medida era ser benéfica ao animal, que se acostumou à presença de humanos e poderia ter tido seus sentidos de alerta alterados.


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