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Mensagens do passado: 5 fatos instigantes sobre esqueletos petrificados de Pompeia

Após a erupção do Monte Vesúvio, corpos foram cobertos pelas cinzas do vulcão — como resultado, formas misteriosas eternizaram o local onde centenas de pessoas morreram

Pamela Malva Publicado em 15/07/2020, às 18h30

Alguns dos esqueletos petrificados em Pompeia
Alguns dos esqueletos petrificados em Pompeia - Divulgação

1. Moldes preenchidos

Em meados de 1860, quando assumiu as escavações em Pompeia, o arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli decidiu averiguar os restos humanos na vila. Por culpa de erupção, no entanto, restaram apenas moldes ocos formados pelas cinzas.

A fim de recriar os corpos dos antigos moradores de Pompeia, o cientista decidiu por despejar gesso por dentro das cascas de cinzas. Assim, descobriu-se que os moldes não estavam ocos, mas repletos de ossos que, ao contrário dos tecidos orgânicos, não se deterioraram com o tempo.

2. Nova data para a tragédia

Imagem de cocmo teria sifo a erupção do Monte Vesúvio em 79 a.C. / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo estudos baseados no relato de Plínio, o Jovem, a data para a erupção do Monte Vesúvio mais aceita remonta ao ano de 79 d.C.. A partir dos restos mortais encontrados em Pompeia, no entanto, pesquisadores afirmam que o vulcão pode ter entrado em atividade apenas alguns meses depois, no outono daquele ano.

Entre muitas outras evidências, as roupas das pessoas da época indicam a data alternativa. Isso porque muitos dos restos encontrados apresentam fibras de roupas de outono, uma vestimenta mais pesada do que as de verão.

3. Diversidade

Reprodução de uma rua em Pompeia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em meados do século I, Pompeia era uma rota comercial pulsante. Nela se instalavam comerciantes de todo o Mediterrâneo. Assim, especialistas afirmam que, a partir de análises dos restos mortais, a cidade tinha uma diversidade étnica impressionante: sua população era composta por pessoas da Grécia, Gália e vários outros países vizinhos.

4. Doenças na infância

Alguns dos moldes encontrados em Pompeia / Crédito: Divulgação

 

Durante as explorações em Pompeia, os arqueólogos identificaram os restos mortais de dois meninos gêmeos. Mortas pela erupção do vulcão, as crianças apresentaram indícios de sífilis congênita no esmalte de seus dentes.

Tal descoberta mostrou que não fora Colombo o responsável pela disseminação da doença na Europa. Muito pelo contrário, os gêmeos provaram que a sífilis existia no continente há mais de mil anos antes do retorno das Grandes Embarcações.

5. Hierarquia na morte

Pintura representa vendedora de frutas em Pompeia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo cientistas, alguns dos corpos encontrados em Pompeia indicam uma possível hierarquia social entre os moradores da cidade. Tal teoria foi erguida graças a um grupo de 54 corpos, todos encontrados no porão de um depósito agrícola.

Apesar de estarem ocupando o mesmo espaço, os restos mortais estavam claramente divididos entre dois grupos menores. De um lado, os restos traziam indícios de ouro e jóias. Do outro, as pessoas sequer traziam bens consigo na hora da morte. Uma das teorias mais bem aceitas, então, se resume ao status social dos fósseis encontrados.


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