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5 poetas brasileiros para ler no Dia Mundial da Poesia

Confira nomes premiados da literatura nacional para se aproximar da poesia no dia a dia

Manoella Bittencourt Publicado em 21/03/2023, às 15h00

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Ler poesia traz outra visão do cotidiano (Imagem: Chinnapong | ShutterStock)
Ler poesia traz outra visão do cotidiano (Imagem: Chinnapong | ShutterStock)

Celebrado em 21 de março anualmente, o Dia Mundial da Poesia foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1999. A princípio, o objetivo de aproximar a sociedade da primeira arte escrita da humanidade trouxe a data à tona para reconhecer os movimentos poéticos e incentivar o contato literário. Além disso, a poesia é uma arte milenar marcada por promover a diversidade das línguas, já que cada idioma carrega infinitas possibilidades de criar versos e estrofes. Para celebrar a poesia nacional, confira 5 poetas brasileiros para ler.

1. Cecília Meireles

A carioca Cecília Meireles (1901-1964) é um dos grandes nomes da escrita brasileira, que reúne admiradores até os dias atuais. A autora foi jornalista, pintora, poeta, escritora e professora, capaz de eternizar a obra intimista pela qual é reconhecida. A fim de promover a leitura, no período de lecionamento, Cecília contribuiu com o incentivo de bibliotecas infantis.

Também é reconhecida como uma das primeiras vozes femininas ativas na área literária com força na segunda fase do Modernismo e na vanguarda nacionalista. Seus temas incluíam tempo efêmero e vida contemplativa. Ou seja, para iniciar na compreensão de poesia, a leitura de Cecília é fundamental.

“E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará”

– Cecília Meireles.

2. Carlos Drummond de Andrade

Representando a alta literatura mineira, Drummond (1902-1987) possui caráter unânime enquanto escritor entre os brasileiros. Foi poeta, farmacêutico, contista e cronista brasileiro que, assim como Cecília, esteve presente na segunda fase do Modernismo.

As características da obrado autor trazem atemporalidade, podendo se encaixar com contextos sociopolíticos, de existência pessoal, culturais e questões cotidianas. Carlos Drummond de Andrade captura o lirismo e subjetivismo, transformando os versos livres em uma corrente própria, por esse motivo, a leitura do autor permite novas perspectivas sobre a poesia.

“Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.”

– Carlos Drummond de Andrade.
Mulher sentada com livro aberto na mão e estante com livros ao fundo
A poesia é uma arte milenar (Imagem: Impact Photography | Shutterstock)

3. Conceição Evaristo

Nascida na capital mineira, Conceição (1946-presente) é amplamente citada como uma das mais influentes literatas do movimentopós-modernista no Brasil, no qual escreveu diversos gêneros da poesia, como romance, conto e ensaio. Acima de tudo, a autora, agora aposentada, refletiu temas sociais de opressões raciais e de gênero. Seus versos também debruçam em uma recuperação da ancestralidade.

Graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a premiada autora coloca na ponta do lápis uma poesia visceral sobre afro-brasilidade. Sendo assim, é uma leitura marcada pela manutenção da memória coletiva.

“A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida (…)”

– Conceição Evaristo.

4. Martha Medeiros

De origem sulista, a autora (1961-presente) é considerada uma das melhores cronistas atuais brasileiras. As obras de Martha refletem um cotidiano indagado que permeia entre amizade, amor, idade, carreira, viagens e maternidade, enquanto contextualiza olhares únicos das simplicidades do dia a dia.

Lançada pela mesma editora que Paulo Leminski, Caio Fernando Abreu e Ana Cristina Cesar, a cronista leva poesia em todas as frases elaboradas por ela. Desse modo, para uma leitura cotidiana e reflexiva, inteirar-se das produções de Medeiros é um diferencial.

“Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.”

– Martha Medeiros.

5. Luiza Romão

A vencedora recente do prêmio Jabuti 2022, com o livro “Também guardamos pedras aqui”, nasceu no estado de São Paulo. Luiza Romão (1992-presente), há anos, participa da cena de saraus e slams da cidade de São Paulo. Logo, ela eterniza o nome na lista de novos autores poetistas. Atualmente, a jovem, que também é atriz, acredita em uma vinculação contemporânea para a nova escrita nacional, apostando em pequenas editoras independentes.

“não conheci troia
ruínas a mais ruínas a menos
também guardamos pedras aqui
do outro lado do oceano (…)”

– Luiza Romão

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