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76 dias à deriva: 5 fatos sobre a desventura de Steven Callahan

O marinheiro teve que afastar tubarões e remendar seu pequeno bote para sobreviver em alto mar por mais de dois meses

Isabela Barreiros Publicado em 11/08/2020, às 18h09

Steven Callahan hoje em dia, depois de passar 76 dias em alto mar
Steven Callahan hoje em dia, depois de passar 76 dias em alto mar - Wikimedia Commons

1. O começo de tudo

Nascido no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, Steven Callahan era aficionado por arquitetura naval e navegação. Atuando principalmente na área, mas também como marinheiro, o estadunidense tinha muita experiência e foi responsável por montar diversas embarcações.

Era de se esperar, portanto, que ele saísse em inúmeras aventuras em alto mar. Mas uma acabou marcando de maneira profunda a sua vida. Em 1981, ele decidiu partir de Newport, em Rhode Island nos Estados Unidos em um barco à vela de seis metros e meio que ele havia criado. No caminho, foi até às Bermudas para buscar seu amigo Chris Latchem e seguiu em direção à Inglaterra.


2. Problemas

No entanto, o trajeto não foi seguido de uma vez só. Ele teve de atracar em La Coruña, na Espanha, após perceber que o mau tempo poderia atrapalhar a viagem. Foi nesse momento que Steven tomou uma decisão que, no momento, parecia banal, mas viria a ser um grande problema. Com a parada inesperada, ele resolveu fazer uma pequena excursão com seu barco pela costa ibérica.

O marinheiro já estava há sete dias no mar quando foi surpreendido por um forte vendaval. Ele poderia facilmente ultrapassar esse obstáculo comum do mar, mas, inesperadamente, um objeto abriu um buraco em seu barco durante uma tempestade. O Napoleon Solo, criação de Steven, estava afundando.


3. Sobrevivência

Steven hoje em dia, dando uma de suas palestras / Crédito: Wikimedia Commons

 

Para tentar superar esse problema, o arquiteto naval teve que abandonar seu barco, indo para um bote salva vidas que foi feito para abrigar seis pessoas. Ele ia e voltava do barco com a intenção de encontrar itens de sobrevivência dentro da embarcação.

Steven trouxe consigo para o bote uma almofada, um saco de dormir, um kit de emergência com comida, mapas de navegação, um arpão, sinalizadores, lanternas, purificadores de água e um exemplar do livro Sea Survival, de Douglas Robertson. A comida, no entanto, não durou muito tempo e ele teve que começar a caçar: peixes pequenos e pássaros eram seu cardápio.


4. A rotina a bordo

Os dias passavam e o dispositivo de resgate do marinheiro não dava nenhum sinal de vida. Ele estava tão distante da costa que os sinais de rádio não conseguiam chegar em ninguém: Steven estava, de fato, sozinho. Com o tempo no mar aumentando cada vez mais, começou a desenvolver uma rotina.

A forma de caçar passou a ser mais elaborada, a partir da caça, ele começou a filtrar a água para que pudesse sobreviver e ainda se exercitava, com o intuito de manter-se o mais saudável possível nas condições drásticas em que se encontrava.


5. 76 dias depois

É muito provável que a esperança estivesse se esvaindo do bote de Steven. Depois de 76 dias à deriva, tendo que espantar tubarões e remendando sua pequena embarcação, ele finalmente foi avistado. Um grupo de pescadores Guadalupe, da América Central, viu que o bote do estadunidense.

O marinheiro havia sido, finalmente, resgatado. Ele foi encontrado desnutrido, com ferimentos causados pela água salgada e logo foi levado ao hospital. Por mais que tivesse passado por uma situação difícil, não ficou internado e foi liberado no mesmo dia. Por mais surpreendente que isso possa soar, nos anos seguintes, Steven passou a viajar de carona por diversos barcos nas Índias Ocidentais e conta até hoje a sua história de sobrevivência em alto mar.


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