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Acervo de arte de ex-presidente da Samsung é exposta em museus públicos da Coreia do Sul

Considerada a 'doação do século', as peças foram ao governo como forma de quitar dívidas de impostos

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 22/07/2021, às 12h17

Imagem do MMCA com artes de Lee Kun-hee
Imagem do MMCA com artes de Lee Kun-hee - Divulgação / Youtube / Al Jazeera English

Duas exposições contendo algumas das principais obras do acervo de Lee Kun-hee, falecido presidente da Samsung, foram inauguradas em Seul, capital da Coreia do Sul, durante a última quarta-feira, 21, como informa o Yahoo News.

As mais de 23 mil peças de arte foram doadas ao país pela família do empresário para liquidar um acúmulo deixado por Kun-hee com impostos, sendo considerada a "doação do século", tamanha a riqueza de artistas e modalidades artísticas dos artefatos importados.

As exposições se iniciaram no Museu Nacional da Coreia e no Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea (MMCA), que abrigará e ficará responsável pela manutenção e conservação do acervo, agora estatal.

A responsabilidade é grande, visto que há obras frágeis confeccionadas há centenas de anos. Entre elas, há itens de arte coreana contemporânea, colecionando os principais nomes da arte no país asiático — mas também possui ícones ocidentais como Claude Monet e Pablo Picasso, que ainda não foram expostos.

Em entrevista à CNN, a curadora-sênior da exposição no MMCA, Park Mihwa, explicou que a importância das peças no acervo público pode melhorar a qualidade e quantidade de itens no local:

Obtivemos obras de arte que teriam sido difíceis de adquirir com nosso orçamento anual para coleções de 5 bilhões de won (aproximadamente US$ 4,35 milhões). Portanto, esperamos que esta coleção ajude o turismo artístico, bem como a Coreia do Sul a se tornar uma potência da cultura artística no futuro".