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Al Jazeera nega que palestinos participaram de tiroteio que vitimou jornalista

Estado da Palestina declarou que “Israel deliberadamente alvejou e assassinou Shireen AbuAqla”

Fabio Previdelli Publicado em 12/05/2022, às 18h36

A jornalista Shireen Abu Akleh
A jornalista Shireen Abu Akleh - Divulgação

Na última quarta-feira, 11, a jornalistas da rede de TV Al Jazeera, Shireen Abu Akleh, acabou sendo baleada na cabeça por membros do exército israelense na Palestina enquanto participava da cobertura de um ataque na cidade ocupada de Jenin, na Cisjordânia. 

Conforme informado pelo Ministério da Saúde Palestino à rede de notícias que ela trabalhava, Shireen chegou a ser levada para um hospital em estado crítico, mas acabou não resistindo aos ferimentos. 

De acordo com o governo de Israel, conforme repercutido pelo MediaTalks, a jornalista foi atingida durante um conflito entre as forças palestinas com soldados israelenses. Porém, essa informação foi desmentida por Walid al-Omary, chefe do escritório de Ramallah da Al Jazeera. Ele afirmou que os palestinos não realizaram disparos. 

Responsável pela morte

O Ministério das Relações Exteriores de Israel corroborou com a versão dada pelo governo, alertando que ‘terroristas palestinos’ seriam os responsáveis pela morte da jornalista. Mas outros profissionais de imprensa que estavam no mesmo grupo de Abu Akleh dizem que não houve troca de tiros. 

Para Ibrahim Melhem, porta-voz do governo da Autoridade Palestina (AP), o fatal episódio é um “crime abrangente cometido contra um jornalista conhecido”.

O Estado da Palestina, através de sua conta oficial no Twitter, declarou que “Israel deliberadamente alvejou e assassinou Shireen AbuAqla”, afirmando que ela é outra vítima “que faz parte da política sistemática e bem documentada de Israel de atacar jornalistas”.