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Animais costeiros estão se adaptando a viver em plástico, diz estudo

A análise observa um curioso fenômeno dos seres marinhos na costa norte-americana mais poluída

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 13/12/2021, às 14h53

Formação costeira em amostra de plástico
Formação costeira em amostra de plástico - SERC/Marine Invasions Lab

Um novo estudo promovido pelo Smithsonian Environmental Research Center (SERC) junto ao Ocean Voyages Institute, conseguiu observar um curioso fenômeno ambiental no Giro Subtropical do Pacífico Norte, localizado entre a Califórnia e o Havaí, revelando que espécies oceânicas e até mesmo as que costumam circular em áreas costeiras já se adaptam em ocupar resíduos plásticos no mar.

A análise geográfica abrangeu uma região com cerca de 79 mil toneladas métricas de detritos plásticos flutuando em um espaço de 1,6 milhão de km², apelidada como 'Grande Mancha de Lixo do Pacífico' dada a concentração de resíduos.

Mesmo assim, alguns dos materiais coletados surpreenderam pelos encontros de espécies costeiras, como anêmonas, hidroide e anfípodes, dentro das amostras de lixo.

Tal descoberta compreendeu que animais costeiros conseguem, com o auxílio da poluição, habitarem o oceano aberto, pois além de conseguirem abrigo no plástico, ainda obtém resíduos de comida.

Contudo, tal movimentação não é favorável ao biossistema do local, como explicou Linsey Haram, principal autor do estudo, no enredo da publicação da descoberta na revista científica Nature.

As espécies costeiras estão competindo diretamente com as oceânicas. [...] Elas estão competindo por espaço. Estão competindo por recursos. E essas interações são muito mal compreendidas”, acrescentou o pesquisador.

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