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Área de calota polar no Ártico atinge 2° maior degelo em mais de 40 anos, diz instituto dos EUA

A pesquisa revela que, por pouco, o espaço não atingiu seu menor nível na história — e contribuiu ainda mais para o aquecimento global

Wallacy Ferrari Publicado em 22/09/2020, às 07h42

Imagem ilustrativa do derretimento de gelo no Ártico
Imagem ilustrativa do derretimento de gelo no Ártico - PxHere

O Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC, na sigla em inglês), responsável pelas medições climáticas da Universidade de Colorado Boulder, nos EUA, registrou novos números impressionantes na calota polar do Ártico durante este verão no Hemisfério Norte. De acordo com os pesquisadores, a calota está com uma área de 3,74 milhões km², sua segunda menor área desde o início dos registros — iniciados há 42 anos.

A medição, realizada no dia 15 de setembro, só não é menor do que quando uma tempestade atingiu a calota ártica durante o verão de 2012, registrando uma área de apenas 3,14 milhões km². Mesmo que o derretimento de parte da calota seja rotineiro no verão para se formar novamente, o fenômeno prejudica as formações no inverno.

Visto que uma porção maior se derrete, a superfície da calota não consegue reconstruir o gelo, sendo a principal causa atribuída ao aquecimento global. O degelo não é diretamente ligado ao aumento do nível do mar, mas com menos gelo, maior a absorção de raios solares pelos oceanos, aumentando a temperatura da água.

Mark Serreze, pesquisador americano e diretor do Centro Nacional de Neve e Gelo, manifestou chateação com os números em comunicado: "Foi um ano louco no norte, com o gelo marinho quase no nível mais baixo da história, ondas de calor na Sibéria e enormes incêndios florestais. [...] Estamos caminhando rumo a um Oceano Ártico sem gelo sazonal".