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Assassino do Estado Dourado: acusado de ser o serial killer pode evitar a pena de morte

O homem carrega 13 acusações de homicídio e sequestro, cometidos nas décadas de 1970 e 80

Vanessa Centamori Publicado em 16/06/2020, às 13h19

Joseph James DeAngelo, no tribunal
Joseph James DeAngelo, no tribunal - Divulgação / Youtube

Joseph James DeAngelo foi preso em 2018, após testes de DNA apontarem que ele seria o serial killer conhecido como o Assassino do Estado Dourado. Agora, o ex-policial acusado de ter matado e sequestrado pelo menos 13 pessoas nas décadas de 1970 e 80 pode escapar da pena de morte. 

Segundo a agência Associated Press, um acordo prevê que o homem de 74 anos se declare culpado. Com isso, ele poderá ser condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de condicional, mas escapando do corredor da morte. 

A previsão é que DeAngelo assuma seus crimes em Sacramento, no próximo dia 29 de junho. Além dos homicídios e sequestros, ele também cometeu dezenas de estupros e mais de 120 roubos, em torno da área da baía de San Francisco e no sul da Califórnia.

O homem deve assumir infrações pelas quais ele ainda não foi formalmente acusado, incluindo as alegações de estupro. Um dos crimes horrendos do serial killer foi o assassinato brutal de Keith Harrington e sua cunhada, Patti. Ambos foram espancados até à morte. 

Antigo retrato falado do Assassino do Estado Dourado jovem / Crédito: Divulgação/Youtube 

 

O irmão do falecido Keith, Ron Harrington, contou à imprensa europeia que é favor do acordo ofertado ao assassino. "Apoiamos totalmente a pena de morte e, no entanto, apoiamos totalmente esta decisão de deixar o 'assassino do estado dourado' confessar e pedir pena perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional" disse. 

Muitos dos crimes do Assassino do Estado Dourado ainda não foram revelados e o novo acordo pode dar luz ao que realmente ocorreu com as vítimas. "Temos a responsabilidade moral e ética de considerar qualquer oferta da defesa, dada a abrangência maciça do caso, a idade avançada de muitas das vítimas e testemunhas e nossas obrigações inerentes às vítimas", afirmou em comunicado o escritório da promotora distrital de Sacramento.