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Agente duplo da ditadura: Cabo Anselmo é enterrado com nome falso criado nos anos 1970

Anselmo atuou como agente duplo durante a ditadura militar

Redação Publicado em 18/03/2022, às 10h05

José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo
José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo - Divulgação / vídeo / Youtube / Jornalismo TV Cultura

O agente duplo da ditadura militar José Anselmo dos Santos, que faleceu na última terça-feira, 15, foi enterrado com um nome falso. O enterro se deu no Cemitério Municipal Nossa Senhora do Montenegro, em Jundiaí (SP), cidade em que vivia.

O idoso, de 81 anos, foi identificado como Alexandre da Silva Montenegro, nome presente no RG apresentado no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, no qual deu entrada no dia 28 de fevereiro. O paciente morreu quinze dias depois, vítima de um mal súbito.

O documento, expedido em dezembro de 2007, apontava que o homem teria nascido no dia 10 de fevereiro de 1945, em Belém de São Francisco (PE). Já a certidão de nascimento foi registrada no cartório do Bom Retiro, na capital paulista, em 1973.

No entanto, de acordo com o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o verdadeiro registro do "cabo Anselmo", revela que ele nasceu em Sergipe no dia 13 de fevereiro de 1941. As informações são do portal de notícias G1.

Segundo a fonte, consta em nome de Alexandre a absolvição de um homicídio e lesão corporal pela 2ª Vara Criminal no ano de 1979. De acordo com o registro do velório municipal, ele era solteiro. Não há qualquer placa de identificação no local do enterro.