Notícias » Brasil

Caso Henry Borel: Babá afirma que sabia das agressões e mentiu a pedido da mãe do garoto

Em novo depoimento, Thayná Oliveira Ferreira volta atrás e relata outra versão para a polícia

Redação Publicado em 13/04/2021, às 07h15

Fotografia do pequeno Henry
Fotografia do pequeno Henry - Divulgação/Leniel Borel

De acordo com informações publicadas na manhã desta terça-feira, 13, pelo portal de notícias G1, após mais de sete horas de declarações, a babá do menino Henry Borel, morto em 8 de março, afirmou que mentiu em seu primeiro depoimento a pedido da mãe do garoto, Monique Medeiros.

Thayná Oliveira Ferreira voltou atrás em sua declaração e admitiu que tinha sim conhecimento das agressões sofridas pelo pequeno Henry. De acordo com a babá, há duas semanas, Monique pediu para que ela mentisse para a polícia.

Segundo Thayná, outra funcionária da casa, a empregada doméstica Leila Rosângela — chamada de Rose — também sabia das agressões. Na última semana, a polícia recuperou uma conversa do dia 12 de fevereiro entre a mãe do garoto e a babá, na época, Ferreira relatou à Medeiros que a criança havia sido agredida pelo próprio padrasto, Dr. Jairinho. Na ocasião, além de Thayná, Rose também estava na casa.

Recentemente as autoridades que investigam o caso descobriram que no dia seguinte as agressões relatadas nas mensagens, Monique levou seu filho para o hospital Real D'Or, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a mulher teria relatado aos médicos que o menino havia caído da cama.

Agora, a polícia quer entender o motivo da ida do menino ao hospital não ter sido mencionada pela mãe, babá e Jairinho, em seus depoimentos.

Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.