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Depois de algemar suspeito, PM desmaia e morre

O caso ocorreu na última sexta-feira, 28, em São Sebastião, no litoral paulista

Redação Publicado em 29/01/2022, às 10h54

O cabo da polícia ambiental Claudio da Silva Faber
O cabo da polícia ambiental Claudio da Silva Faber - Divulgação/Polícia Militar

Um policial militar havia prendido um suspeito quando acabou passando mal, desmaiando e morrendo logo em seguida após sofrer um infarto durante a ocorrência em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, na última sexta-feira, 28.

O suspeito reagiu quando o cabo da polícia ambiental Claudio da Silva Faber, de 41 anos, tentou algemá-lo depois de ser flagrado ateando fogo às margens da Rodovia BR-101 (Rio-Santos).

O PM fazia patrulhamento na via junto a outro cabo, Michel, que junto a ele conseguiu parar o homem de 39 anos. A ação do suspeito é responsável por diminuir a visibilidade na rodovia e aumentar o risco de acidentes, como ressalta o UOL.

O homem, que é um andarilho, reagiu à abordagem policial ao morder os oficiais, além de dar socos nos dois. A dupla conseguiu conter o suspeito e algemá-lo, mas Claudio acabou desmaiando enquanto ia até a viatura para checar os antecedentes criminais do indivíduo.

"Esse rapaz estava às margens da rodovia colocando fogo em alguns materiais plásticos e a fumaça já atrapalhava a visibilidade do local”, explicou Michel ao portal. “Ao abordarmos, ele reagiu, estava muito agressivo, parecendo estar sob efeito de entorpecentes, e demoramos alguns minutos para conseguirmos algemá-lo".

O cabo foi levado até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de São Sebastião a partir de um carro da Polícia Civil, mas acabou falecendo pouco após chegar na unidade de saúde. Ele morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

"Ele estava normal, brincando, não havia reclamado de nenhuma dor ou desconforto", relatou Michel.

"Nesse momento de dor, unimos nossos sentimentos aos da família e elevamos nossos pensamentos em Deus, rogando-lhe que, por meio de seu grande amor, possa consolar os corações e curar as feridas dessa separação", lamentou a Polícia Militar do Estado de São Paulo em nota.

Cláudio estava há dez meses na Polícia Ambiental e há 18 na PM. Ele deixa dois filhos e uma esposa.