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Notícias / Espécie extinta

Espécie marinha é declarada extinta devido à ação humana

De acordo com pesquisadores de uma universidade australiana, pela primeira vez, uma espécie marinha foi declarada extinta em razão da atividade humana

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 30/12/2023, às 17h18

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Espécime de Java Stingaree - Divulgação/Museum für Naturkunde Berlin
Espécime de Java Stingaree - Divulgação/Museum für Naturkunde Berlin

Uma equipe de pesquisadores internacionais da Universidade Charles Darwin (UCD), na Austrália, anunciou em 11 de dezembro a extinção de uma espécie rara de arraia. O Urolophus javanicus, conhecido como Java Stingaree pelos australianos, tornou-se o primeiro tipo de peixe a entrar em extinção devido à atividade humana.

A UCD é a responsável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, uma das fontes mais abrangentes sobre o risco de extinção e o estado de animais, fungos e plantas, segundo informações do portal Galileu.

A fonte conta que a espécie Java Stingaree era tão rara que há apenas registros de um espécime coletado em 1862 em um mercado de peixes em Jacarta, Indonésia. A equipe da UCD conduziu uma análise abrangente, incorporando todas as informações disponíveis sobre essa arraia específica.

Comunicado

Em um comunicado, Julia Constance, pesquisadora e candidata a PhD na Universidade Charles Darwin, destacou alguns fatores que contribuíram para o desaparecimento da espécie. Segundo ela, "a pesca intensa e não regulamentada provavelmente é a maior ameaça que resultou na diminuição da população dos Java Stingarees, com um declínio nas capturas de Java Stingarees no mar de Java por volta dos anos 1870."

Constance observou que a costa norte do Java, especialmente na Baía de Jacarta, onde se sabia que a espécie habitava, tornou-se extremamente industrializada, resultando em perdas de habitat a longo prazo e degradação. "Esses impactos, infelizmente, foram graves o suficiente para causar a extinção desta espécie."

Os especialistas analisaram ameaças conhecidas, como o excesso de pesca, a perda de habitat e se a espécie foi registrada em pesquisas de mercados de peixes. De acordo com a candidata a PhD Benaya Simeon, que estuda arraias em perigo de extinção na Indonésia, apesar dos esforços de pesquisa, nenhum espécime foi encontrado desde 2001.

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