Esta é a face de um homem da Idade Média

Ele teve uma vida realmente dura, afirmam arqueólogos

Redação AH Publicado em 21/03/2017, às 14h53 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h35

A face da Idade Média
A face da Idade Média - Dr Chris Rynn, Dundee University

O jornal The Independent, que primeiro publicou a notícia, falou em um assistente social ou professor de educação física. Não sei você aí, e isso não tem nada de profissional, mas nós aqui estamos pensando em Ned Stark, de Game of Thrones. 

Esta é a face reconstruída de um homem medieval e ele não teve um fim muito melhor que o azarado herói de primeira temporada. Vivendo no século 13, terminou enterrado no Hospital São João Evangelista, em Cambridge. O que quer dizer que ele morreu como indigente. Os arqueólogos têm certeza de que era um plebeu e teve uma vida árdua. "Seu esqueleto é robusto e mostra um bocado de desgaste", afirma o professor John Robb, da Universidade de Cambridge, responsável pela reconstrução digital.

Seus dentes demonstram que o esmalte parou de crescer duas vezes em sua infância - o que é um sinal de doença séria ou fome. Também apresentava um trauma na parte de trás da cabeça, de alguma pancada, mas não foi isso que o levou - os ferimentos estavam sanados. Não se sabe do que ele morreu, mas foi pouco depois dos 40 anos.

Mas nem tudo era amargura na vida desse aldeão. "Uma característica interessante é que ele tinha uma dieta relativamente rica em peixe ou carne", diz Robb. "O que que sugere que ele estava num negócio ou emprego que dava a ele mais acesso a esses alimentos que uma pessoa pobre da época normalmente teria."

O Professor Robb acha particularmente importante esta análise, de um dos 400 esqueletos completos escavados entre 2010 e 2012 em Cambridge."A maioria dos registros históricos é sobre pessoas ricas, especialmente suas transações financeiras e legais - quanto menos dinheiro você tinha, menos provável é que iriam escrever qualquer coisa a seu respeito", afirma. "Estamos interessados nele e em pessoas como ele justamente porque eles não têm nada demais, pois representam o setor da população medieval sobre o qual é muito difícil aprender a respeito: gente pobre e normal."


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