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Estátua de ministro regulamentador de escravos de Luis XIV é vandalizada na França

Jean-Baptiste Colbert foi o responsável por redigir o "Código Negro" do país durante o século 17, que limitava os direitos de escravos

Wallacy Ferrari Publicado em 24/06/2020, às 12h10

A estátua de Jean-Baptiste Colbert, em frente à Reitoria da Academia de Reims
A estátua de Jean-Baptiste Colbert, em frente à Reitoria da Academia de Reims - Wikimedia Commons

Uma estátua de Jean-Baptiste Colbert, ministro de Luis XIV e figura de destaque na França durante o século 17, foi vandalizada com tinta vermelha, além de receber a inscrição “Negrofobia de Estado” em seu pedestal.

Localizada no jardim da Assembleia Nacional da França, o ato foi publicado por um grupo intitulado “Anti-Negrophobia Brigade” (Brigada Anti-Negrofobia, em inglês) no Twitter.

De acordo com a polícia de Paris, uma pessoa foi detida em flagrante enquanto realizava o ato, mas não teve sua identidade revelada. A estátua é o monumento mais proeminente em meio aos protestos contra a injúria racial e violência policial, impulsionados pela morte do estadunidense George Floyd.

Desde o início das manifestações, a estátua foi colocada sob proteção policial devido as especulações de sua destruição em redes sociais, devido aos esforços para acabar com imagens relacionadas ao passado colonial e tráfico de escravos na França.

Colbert foi o controlador geral das finanças de Luis XIV e redigiu, em 1685, o “Código Noir”, também conhecido como “Código Negro”, que definia as condições de escravidão em colônias francesas, favorecendo os donos e objetificando os escravos apenas como mercadorias.