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Interpol alerta para potencial falsificação e roubo de vacinas contra a covid-19

A organização aponta que já houve casos de substâncias sendo promovidas como vacinas contra o novo coronavírus

Ingredi Brunato Publicado em 02/12/2020, às 16h16

Fotografia meramente ilustrativa de vacina
Fotografia meramente ilustrativa de vacina - Divulgação/ Pixabay

Nessa quarta-feira, 2, a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) enviou um comunicado para todos seus países-membros.

Foi alertado o provável surgimento de operações criminosas focadas nas vacinas contra o novo coronavírus que serão distribuídas em breve ao redor do mundo, de forma que os países devem tomar os devidos preparativos. 

Dentre os possíveis crimes, estão a falsificação ou mesmo roubo de vacinas contra a covid-19 e também a gripe. O ato não apenas viola a lei como coloca em risco a saúde e até a vida das pessoas enganadas por esses esquemas. 

"À medida que várias vacinas para a covid-19 se aproximam da aprovação (...) será crucial garantir a segurança da cadeia de abastecimento e identificar sites ilícitos que vendem produtos falsificados na internet", recomenda a mensagem, que foi escrita pelo secretário-geral da organização, Jurgen Stock, segundo divulgado pelo UOL

Ainda vale lembrar que já houve casos de produtos sendo anunciados como vacinas para o coronavírus anteriormente, o que foi chamado no comunicado de “atividade criminosa predatória e oportunista sem precedentes”.

Sobre a covid-19 

Em 1º de dezembro de 2019, há um ano, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou mais de 64 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 1.486 milhão de mortes, sendo mais de 173 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 270 mil.

Atualmente, o Brasil enfrenta a segunda onda de contaminações pelo vírus, o que levou o prefeito de São Paulo, João Dória, a afirmar no último dia de novembro que certas regiões do estado precisariam voltar à fase amarela.