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Notícias / Coreia do Norte

Kim Jong-un pede para que Coreia do Sul seja considerada 'estado hostil número um'

Discurso do líder supremo no parlamento norte-coreano coloca fim a possibilidade de unificação entre nações que estão em trégua desde a Guerra na Coreia

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 16/01/2024, às 10h54

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O líder supremo Kim Jong-un - Getty Images
O líder supremo Kim Jong-un - Getty Images

Em um discurso na Assembleia Popular Suprema, parlamento oficial da Coreia do Norte, o líder supremo Kim Jong-un pediu para que uma mudança na constituição do país seja feita: colocar a Coreia do Sul como o 'estado hostil número um'.

A medida colocaria fim ao compromisso do regime de unificar a península coreana. Jong-un alegou que não acredita mais que a unificação seja possível, relatou o The Guardian. O líder supremo ainda acusou a vizinha de tentar fomentar a mudança de regime e promover a unificação furtivamente.

Outro ponto marcante do discurso do chefe norte-coreano foi uma citação à Guerra da Coreia, que ocorreu entre 1950 e 1953. O conflito acabou com uma trégua entre os países, que jamais assinaram um tratado de paz, fato usado por Kim para reverberar outro sinal da deterioração de laços entre as nações. 

Não queremos a guerra, mas não temos intenção de evitá-la", afirmou.

Laços cortados

Nesta terça-feira, 16, a agência de notícias estatal KCNA informou que a Coreia do Norte encerraria as atividades de três agências responsáveis por supervisionar a unificação e o turismo entre os países: o Comitê para a Reunificação Pacífica; o Escritório Nacional de Cooperação Econômica; e a Administração Internacional de Turismo do Monte Kumgang. 

"Os dois Estados mais hostis, que estão em guerra, estão agora em confronto agudo na península coreana", afirmou uma decisão adotada pela assembleia, disse a KCNA. "A reunificação da Coreia nunca poderá ser alcançada com a República da Coreia"; nome oficial da Coreia do Sul.

Após os comentários de Kim Jong-un, o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol acusou Pyongyang de ser "antinacional" ao rotular o Sul como um país hostil. O chefe de Estado também condenou os recentes lançamentos de mísseis pelo país vizinho, além dos exercícios militares realizados perto da fronteira marítima entre as duas nações. 

O discurso de Kim Jong-un coloca um aparente fim a uma política oficial de décadas que buscava a reconciliação entre as nações e buscava a unificação dos países como um objetivo final.

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